Pai morre na frente da filha por guardas municipais em Senador Canedo e gera versões conflitantes, veja o vídeo

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Caso sob investigação divide denúncias de abuso de força por parte de familiares e nota oficial de legítima defesa emitida pela Associação das Guardas Civis de Goiás.

Uma abordagem realizada pela Guarda Civil Municipal (GCM) de Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia, terminou com a morte de um homem baleado dentro de sua própria residência. O episódio ganhou repercussão nacional devido ao teor das imagens gravadas no momento do confronto, registradas pela filha da vítima, uma criança que presenciou toda a ação.

A dinâmica dos fatos e a conduta dos agentes envolvidos estão sendo rigorosamente apuradas pelos órgãos de segurança pública, gerando forte debate social e notas oficiais de esclarecimento.

O Registro do Confronto dentro do Imóvel

Imagens que circulam em redes sociais e que integram o acervo de evidências do caso — representadas no registro audiovisual screenshot_917.webp — mostram o momento em que os agentes da Guarda Civil Municipal realizam o adentramento tático na residência. Na imagem, é possível observar um guarda posicionado em um corredor com arma em punho equipada com lanterna acesa, apontando em direção aos cômodos internos da casa.

Segundo relatos preliminares de testemunhas e familiares colhidos pela imprensa, a filha da vítima gravava a intervenção no momento em que os disparos fatais foram efetuados contra o seu pai. A família alega que houve excesso e abuso de força na conduta operacional dos agentes durante a invasão do domicílio.

VEJA O VÍDEO:

Associação de Guardas emite Nota de Repúdio e Defesa dos Agentes

Em resposta à repercussão do caso nos veículos de comunicação, a Associação das Guardas Civis do Estado de Goiás (AGCGO), por meio de seu presidente Jefferson Monteiro Santana, publicou uma manifestação oficial datada de 6 de junho de 2026, conforme detalhado no documento Captura de tela 2026-06-07 235639.jpg.

A entidade manifestou “veemente repúdio à divulgação de informações tendenciosas” e defendeu que os guardas municipais agiram estritamente respaldados nos protocolos técnicos e legais.

Argumentos apresentados pela AGCGO:

  • Cumprimento da Legalidade: A associação afirma que os agentes atuaram dentro dos princípios da proporcionalidade e da técnica operacional, esgotando os meios não letais disponíveis antes do uso da força de fogo.
  • Histórico do Indivíduo: O documento oficial aponta que o homem alvejado era um “indivíduo de elevada periculosidade”, alegando que ele já respondia por tentativa de feminicídio e que, na mesma semana do ocorrido, havia cometido uma tentativa de homicídio cuja vítima permanecia hospitalizada em estado grave.
  • Preservação de Vidas: A nota argumenta que a entrada no imóvel teve como objetivo cessar uma agressão em andamento e garantir a segurança da população local, prestando socorro imediato após o desfecho.

“A Associação manifesta seu repúdio às publicações que omitem informações relevantes da ocorrência e apresentam narrativas capazes de induzir a população a conclusões equivocadas sobre a atuação dos agentes públicos envolvidos, contribuindo para a desinformação e para o enfraquecimento da confiança da sociedade nas instituições de segurança pública.”

Investigação em Andamento

O caso foi encaminhado para a Polícia Civil do Estado de Goiás, que conduzirá os inquéritos para determinar as circunstâncias exatas da morte. Perícias técnicas no local, análise das imagens gravadas pela criança (screenshot_917.webp), laudos balísticos e os depoimentos tanto dos familiares quanto dos guardas civis envolvidos serão confrontados para apurar se a ação configurou legítima defesa estrita ou se houve erro e excesso na execução da abordagem policial.