Por: [Manuel Menezes]
Uma importante conquista para as comunidades rurais de Humaitá começou a se concretizar após uma agenda institucional realizada pelo vereador Cristovo de Uruapiara na capital amazonense. O parlamentar esteve na Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), onde reforçou denúncias sobre os constantes apagões que vêm prejudicando moradores do Lago do Uruapiara e do Distrito de Auxiliadora.
A mobilização resultou na instauração de um Procedimento Preparatório Coletivo pela Defensoria Pública, medida oficial publicada no Diário Oficial do órgão, que prevê fiscalização, audiências públicas, requisição de documentos da concessionária responsável pelo fornecimento de energia e eventual adoção de medidas judiciais para garantir os direitos da população.
Durante a agenda em Manaus, Cristovo foi recebido pelo defensor público Theo Eduardo Fernandes da Costa e destacou que a luta pela melhoria do serviço de energia elétrica é uma demanda antiga das comunidades da zona rural.
“Estamos lutando por uma causa importante, que é a falta de energia dentro do Uruapiara e no Distrito de Auxiliadora. Nossa população vem sofrendo constantemente com a interrupção da distribuição de energia elétrica”, afirmou o vereador.
Cristovo também agradeceu o apoio da Defensoria Pública, do defensor-geral Ricardo Paiva, do presidente da Câmara Municipal de Humaitá, Manoel Domingos, e dos demais vereadores que vêm acompanhando a pauta.
Defensoria confirma denúncias e convoca população
Durante o encontro, o defensor público Theo Eduardo confirmou que o órgão recebeu diversas reclamações sobre a situação enfrentada pelos moradores e informou que as denúncias apresentadas pelo vereador contribuíram para a abertura do procedimento.
“A Defensoria Pública vem recebendo diversas denúncias em razão dessa interrupção de energia elétrica na comunidade. O vereador Cristovo também nos comunicou sobre a situação e nós instauramos um procedimento contra a empresa responsável pelo fornecimento de energia elétrica na região”, declarou.
Segundo o defensor, a participação da população será fundamental para o avanço das investigações e para a adoção das medidas necessárias.
Audiências públicas serão realizadas nas comunidades
Como parte das providências determinadas pela Defensoria Pública, serão realizadas duas audiências públicas para ouvir diretamente os moradores afetados pelos apagões.
A primeira ocorrerá no dia 10 de junho, às 13h, no Centro Paroquial da Igreja Matriz, no Distrito de Auxiliadora.
A segunda será realizada no dia 11 de junho, às 8h da manhã, no Centro Social Comunitário da Comunidade Novo Centenário, no Lago do Uruapiara.
Cristovo fez um chamado para que toda a população participe dos encontros.
“Convido os comunitários, agentes de saúde, professores, estudantes, comerciantes, idosos e todas as famílias que sofrem com a falta de energia para estarem presentes. É o momento de apresentar aos defensores a realidade que enfrentamos todos os dias”, afirmou.
Prejuízos atingem famílias, escolas e comerciantes
Além dos transtornos domésticos, a interrupção constante da energia elétrica vem causando prejuízos econômicos e sociais para toda a região.
Segundo Cristovo, comerciantes têm enfrentado perdas frequentes de alimentos perecíveis, situação que acaba impactando diretamente o bolso do consumidor.
“Quando uma caixa de frango custa R$ 250 e ocorre uma interrupção de energia, o prejuízo aumenta e esse custo acaba chegando ao consumidor. É um problema que afeta toda a comunidade”, destacou.
A Defensoria Pública também apontou que os apagões comprometem o abastecimento de água potável, prejudicam o funcionamento das unidades de saúde e interrompem atividades escolares, afetando diretamente crianças e adolescentes.
Mobilização fortalece luta das comunidades
A abertura do procedimento pela Defensoria Pública representa um dos avanços mais importantes já obtidos pelas comunidades do Lago do Uruapiara e do Distrito de Auxiliadora na busca por soluções para a crise energética.
A iniciativa demonstra a força da mobilização liderada pelo vereador Cristovo de Uruapiara, que levou a demanda diretamente aos órgãos competentes em Manaus e conseguiu transformar a indignação da população em uma ação concreta do poder público.
Agora, a expectativa dos moradores é que as audiências públicas, as inspeções técnicas e as medidas determinadas pela Defensoria resultem em investimentos e melhorias capazes de garantir um fornecimento de energia mais estável e digno para milhares de famílias da zona rural de Humaitá.











