Menu

FAB investiga aproximação perigosa entre aviões da Gol e Azul em Congonhas

WhatsApp
Facebook
Telegram
X
LinkedIn
Email
Aeronaves ficaram a apenas 22 metros de distância durante operação simultânea de pouso e decolagem em um dos aeroportos mais movimentados do país

A Força Aérea Brasileira abriu investigação para apurar um incidente envolvendo duas aeronaves comerciais das companhias Gol Linhas Aéreas e Azul Linhas Aéreas no Aeroporto de Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O caso ocorreu na manhã de quinta-feira (30) e chamou atenção pela proximidade extrema entre os aviões durante as manobras.

De acordo com informações iniciais, um Boeing 737 da Gol, que vinha de Salvador, se aproximava para pouso no momento em que um Embraer E195-E2 da Azul iniciava a decolagem com destino a Confins, em Minas Gerais. Durante a operação simultânea, as aeronaves chegaram a ficar separadas por cerca de 22 metros na vertical — distância muito abaixo do padrão de segurança adotado na aviação.

Diante do risco, os pilotos realizaram manobras evasivas para evitar uma possível colisão. O avião da Gol interrompeu o pouso e realizou uma arremetida, enquanto a aeronave da Azul seguiu sua trajetória, com ambas ajustando o curso em direções opostas.

Apesar do susto, não houve colisão e os voos seguiram normalmente após o incidente. A aeronave da Gol conseguiu pousar em segurança após uma nova tentativa em Congonhas, enquanto o avião da Azul completou o trajeto até Belo Horizonte sem intercorrências.

A investigação está sob responsabilidade do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão ligado à FAB. Técnicos já iniciaram a coleta de dados, incluindo gravações de comunicação com a torre de controle e registros de voo, para identificar as causas da chamada “perda de separação” entre as aeronaves.

Especialistas apontam que esse tipo de ocorrência, embora não signifique necessariamente risco iminente de colisão, é considerado grave dentro dos protocolos da aviação, já que envolve descumprimento dos limites mínimos de segurança entre aeronaves.

O caso reacende o debate sobre o controle de tráfego aéreo em aeroportos com alta movimentação como Congonhas, onde operações de pouso e decolagem exigem precisão máxima e comunicação eficiente para evitar incidentes.