Por: Redação MVE
Uma nova operação de combate ao garimpo ilegal foi deflagrada nas primeiras horas desta quinta-feira (25) em diversos trechos do Rio Madeira, mobilizando equipes de fiscalização e forças de segurança em pontos estratégicos entre os estados de Rondônia e Amazonas.
Vídeos e fotografias enviados por moradores e compartilhados em grupos de WhatsApp mostram intensa movimentação de embarcações durante a ação, que ocorreu simultaneamente em diferentes localidades da calha do Madeira.
Um dos principais pontos da operação foi registrado na comunidade Tira Fogo, nas proximidades da Vila de Nazaré, distrito de Calama, em Rondônia. Outro foco da fiscalização ocorreu entre os municípios de Borba e Novo Aripuanã, no Amazonas, região conhecida pela intensa atividade garimpeira durante o período de estiagem.
Até o momento, os órgãos responsáveis não divulgaram um balanço oficial sobre apreensões, destruição de equipamentos ou prisões relacionadas à operação.
Combate ao garimpo ilegal tem sido intensificado
A ofensiva ocorre em meio ao aumento das ações de fiscalização realizadas pela Polícia Federal e pelo Ibama ao longo de 2026. Somente neste ano, diversas operações no Rio Madeira resultaram na destruição de dragas, balsas e motores utilizados na extração ilegal de ouro, além da apreensão de mercúrio, armamentos e equipamentos empregados na atividade clandestina. As investigações também buscam identificar financiadores e integrantes das organizações envolvidas na exploração ilegal do minério.
Segundo as autoridades, o garimpo ilegal provoca sérios impactos ambientais, como o assoreamento dos rios, destruição de ecossistemas aquáticos, contaminação por mercúrio e prejuízos às populações ribeirinhas e indígenas que dependem diretamente dos recursos naturais do Rio Madeira.
População acompanha operação com expectativa
A movimentação chamou a atenção dos moradores da região, que acompanham atentamente os desdobramentos da fiscalização.
Com a chegada do verão amazônico e a redução do nível das águas do Rio Madeira, aumenta a atividade de extração mineral na região, período considerado economicamente importante para diversas comunidades ribeirinhas.
Embora a atividade seja considerada ilegal pelas autoridades ambientais quando realizada sem autorização, moradores destacam que o garimpo movimenta parte da economia local, gerando renda para trabalhadores e prestadores de serviço em municípios como Humaitá, Borba, Novo Aripuanã e localidades do distrito de Calama.
Essa realidade evidencia um cenário complexo, no qual o combate aos crimes ambientais convive com desafios sociais e econômicos enfrentados pelas comunidades da região.
Operação deve ter novos desdobramentos
A expectativa é que, nas próximas horas, a Polícia Federal, o Ibama ou outros órgãos envolvidos divulguem informações oficiais sobre o resultado da operação, incluindo o número de embarcações fiscalizadas, equipamentos apreendidos ou inutilizados e eventuais prisões.
Enquanto isso, moradores continuam acompanhando a movimentação das equipes ao longo do Rio Madeira, aguardando os desdobramentos de mais uma grande operação de fiscalização em uma das principais áreas de garimpo da Amazônia.











