DENÚNCIA | SISREG em troca de votos? Prints levantam suspeita de uso eleitoral da saúde no governo Roberto Cidade

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Mensagens obtidas pelo MVE falam em dificuldades para conseguir exames, intervenção de “chefia” e solução de demandas; material surge enquanto o MPE questiona judicialmente o possível uso eleitoral de serviços e benefícios públicos na gestão de Roberto Cidade.

Por Manuel Menezes

Amazonas – Uma sequência de prints recebida pelo Menezes Virtual Eye levanta um questionamento grave em plena campanha eleitoral: atendimentos relacionados à saúde pública e ao SISREG estariam sendo utilizados politicamente para beneficiar a candidatura do governador Roberto Cidade?

Os documentos enviados ao MVE mostram conversas envolvendo solicitações de atendimentos e exames, incluindo oftalmologia, nefrologia e urologia.

Em uma das mensagens aparece a afirmação:

“Só passo o nome da chefia e sempre resolve.”

Em outro trecho, diante da demora para solução da demanda, o interlocutor escreve:

“Mas se eu ver que não vai rolar eu passo a bola pra frente.”

As mensagens também mencionam que o secretário da Casa Civil estaria ciente das solicitações e das dificuldades enfrentadas.

Os prints, isoladamente, não comprovam compra de votos nem demonstram que Roberto Cidade tenha determinado favorecimento no SISREG. Entretanto, levantam questionamentos sobre eventual interferência política em demandas de saúde e sobre os critérios utilizados para solucionar determinados atendimentos.

Caso ganha peso diante de investigação eleitoral

O conteúdo surge em um momento delicado para Roberto Cidade. A Procuradoria Regional Eleitoral pediu a cassação do registro do governador por suposto uso promocional do programa Governo Presente em benefício de sua campanha. Outra manifestação do órgão questiona ações envolvendo consultas, exames e distribuição de óculos durante o ano eleitoral.

Há ainda uma disputa pública sobre a responsabilidade pela fila. A Câmara Municipal de Manaus registrou cobrança por transparência no SISREG e a alegação de que o complexo regulador de consultas e exames especializados é administrado pela Secretaria Estadual de Saúde.

Isso torna inevitável a pergunta: existe tratamento diferenciado para quem consegue chegar à “chefia”, enquanto milhares de pessoas aguardam normalmente na fila?

Material foi encaminhado ao MPF

Diante da gravidade do conteúdo, cabe às autoridades competentes verificar se houve apenas tentativa legítima de solucionar problemas administrativos ou se existiu favorecimento e eventual utilização eleitoral de serviços públicos de saúde.

O espaço permanece aberto ao Governo do Amazonas, a Roberto Cidade e aos demais mencionados para esclarecimentos.

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