Manoel Domingos lidera defesa de Humaitá e reforça posição contrária à criação da RDS Mirari e ampliação da Esec Cuniã

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Presidente da Câmara afirma que preservação ambiental precisa caminhar ao lado da regularização fundiária, da produção rural e da segurança jurídica das famílias humaitaenses

Por: Redação MVE

A audiência pública promovida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), realizada nesta terça-feira (9), em Humaitá, evidenciou uma forte mobilização da sociedade local contra a proposta de criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mirari e a ampliação da Estação Ecológica de Cuniã nos limites atualmente apresentados.

Entre as lideranças que mais se destacaram durante o encontro esteve o presidente da Câmara Municipal de Humaitá, vereador Manoel Domingos, que assumiu posição firme em defesa dos produtores rurais, agricultores familiares, comunidades tradicionais e moradores que poderão ser diretamente impactados pelas medidas.

Ao lado de vereadores, representantes do setor produtivo, lideranças comunitárias e membros da Prefeitura de Humaitá, Manoel Domingos reforçou que o município não é contrário à preservação ambiental, mas defende que qualquer decisão sobre novas áreas protegidas seja construída com diálogo, transparência e respeito à realidade das famílias que vivem e trabalham na região.

Defesa da população humaitaense

Durante a audiência, o presidente da Câmara destacou que a principal preocupação dos moradores está relacionada à insegurança fundiária e aos possíveis prejuízos para centenas de famílias que aguardam processos de regularização de suas propriedades.

Segundo ele, antes da criação de novas unidades de conservação, é necessário garantir que os produtores tenham seus direitos reconhecidos e que o governo apresente estudos detalhados sobre os impactos sociais e econômicos da proposta.

“A preservação ambiental é importante e necessária, mas não podemos aceitar que famílias que vivem há décadas produzindo, trabalhando e contribuindo para o desenvolvimento de Humaitá sejam penalizadas sem que haja uma análise justa da realidade local”, defenderam vereadores durante o encontro.

União política em defesa do município

Um dos fatos que mais chamou atenção na audiência foi a união entre lideranças políticas tradicionalmente de grupos diferentes. Situação e oposição deixaram as divergências de lado para defender um objetivo comum: proteger os interesses da população humaitaense.

Nesse contexto, Manoel Domingos teve papel de destaque na articulação do posicionamento institucional do Legislativo Municipal, reforçando a necessidade de que a voz dos moradores seja respeitada durante o processo de consulta pública conduzido pelo ICMBio.

A Câmara Municipal também participou da entrega de um manifesto contrário às propostas, documento construído em conjunto com representantes da sociedade civil, produtores rurais e lideranças comunitárias.

Regularização fundiária como prioridade

Para o presidente da Câmara, a prioridade do poder público deve ser avançar na regularização fundiária das áreas ocupadas legalmente por famílias, agricultores e produtores rurais.

Ele argumenta que a segurança jurídica é fundamental para garantir acesso ao crédito rural, assistência técnica, investimentos, geração de empregos e fortalecimento da economia local.

Nos últimos anos, Humaitá tem buscado ampliar programas de regularização de imóveis rurais em parceria com órgãos federais, estaduais e municipais, iniciativa considerada essencial para o desenvolvimento sustentável da região.

Produção e preservação podem caminhar juntas

Outro ponto defendido por Manoel Domingos foi a necessidade de conciliar conservação ambiental com desenvolvimento econômico.

O vereador ressaltou que Humaitá possui forte vocação agrícola e que milhares de famílias dependem diretamente da produção rural, da agricultura familiar, da pesca artesanal e das atividades ligadas ao campo.

Segundo ele, a criação de novas restrições territoriais sem estudos aprofundados pode comprometer investimentos, dificultar a expansão da produção e afetar diretamente a geração de renda no município.

“É possível preservar a floresta, combater o desmatamento ilegal e proteger os recursos naturais sem sacrificar quem produz e vive de forma legal na região”, defendem lideranças locais.

Consulta pública continua

Apesar da forte manifestação contrária registrada durante a audiência, o processo de consulta pública segue aberto até o próximo dia 16 de junho.

Moradores, produtores rurais, entidades e lideranças poderão encaminhar sugestões, críticas e manifestações ao ICMBio por meio do e-mail oficial disponibilizado pelo órgão federal.

Ao final do encontro, Manoel Domingos reafirmou que continuará acompanhando o debate e defendendo os interesses da população humaitaense.

“O desenvolvimento de Humaitá precisa ser construído com equilíbrio. Somos favoráveis à preservação ambiental, mas também precisamos defender quem trabalha, produz e ajuda a construir o futuro do nosso município”, concluiu o presidente da Câmara Municipal.

A mobilização em torno do tema demonstra que a discussão sobre a RDS Mirari e a ampliação da Estação Ecológica de Cuniã deverá continuar ocupando o centro dos debates políticos e sociais em Humaitá nas próximas semanas.

VEJA O VÍDEO: