Roberto Cidade chega a Humaitá para pedir votos e encontra servidores da saúde cobrando repasses atrasados

WhatsApp
Facebook
Telegram
X
LinkedIn
Email
Trabalhadores protestaram durante agenda eleitoral do governador e afirmam que recursos do FTI e da pactuação estão atrasados há cerca de quatro meses e meio. Manifestação ocorre enquanto a gestão municipal de Dedei Lobo e da secretária Sara Riça mantém os serviços de saúde no município.

Por Manuel Menezes

A passagem do governador e candidato à reeleição Roberto Cidade por Humaitá foi marcada por uma cobrança que saiu dos corredores da saúde e chegou às ruas. Servidores municipais realizaram um protesto no Portal da Cidade para denunciar atrasos em recursos que, segundo eles, deveriam ser repassados pelo Governo do Amazonas.

A manifestação aconteceu enquanto Cidade cumpria agenda eleitoral no município, com carreata e atividades de campanha.

Segundo os trabalhadores, estão pendentes recursos do FTI e do Fundo de Pactuação da Saúde. Eles afirmam que os valores somados chegam a aproximadamente R$ 1 milhão por mês e que os atrasos já alcançam cerca de quatro meses e meio. Esses números são alegações dos manifestantes e ainda precisam ser confrontados com os demonstrativos oficiais dos repasses.

O próprio Governo do Amazonas estabeleceu em maio que recursos do FTI destinados à saúde dos municípios do interior seriam transferidos em três parcelas anuais. Na ocasião, o Estado anunciou R$ 53,3 milhões na primeira parcela para os 61 municípios do interior.

Servidora explica cobrança da saúde de Humaitá

Em um dos vídeos obtidos pela reportagem, uma servidora explica a situação enfrentada no município e os motivos que levaram os trabalhadores a protestar durante a visita do governador.

🎥 VEJA O RELATO

Dedei Lobo e Sara Riça mantêm gestão municipal da saúde

Enquanto os servidores cobram os repasses estaduais, a rede municipal permanece sob responsabilidade da administração do prefeito Dedei Lobo e da secretária municipal de Saúde Sara Riça.

A Prefeitura vem realizando ações na área. Em agosto, por exemplo, foram entregues duas ambulâncias para o Distrito de Realidade, e, em setembro, a UBS Fluvial Irmã Angélica Tonetta voltou a atender comunidades ribeirinhas após reforma.

Essas ações municipais, porém, não comprovam por si mesmas a existência ou o tamanho da dívida estadual denunciada. A questão central agora é documental: quanto Humaitá deveria receber, quanto efetivamente recebeu e quanto ainda estaria pendente?

Protesto marca passagem de Cidade

O episódio ganhou peso político porque aconteceu justamente durante a passagem do governador pelo município. Enquanto Roberto Cidade participava de sua programação eleitoral, servidores aproveitaram sua presença para cobrar uma resposta do Estado.

🎥 VEJA O PROTESTO EM HUMAITÁ

A cobrança também ocorre em meio a manifestações semelhantes em Lábrea, onde profissionais denunciaram atrasos relacionados a recursos da saúde.

O Governo do Amazonas e a assessoria de Roberto Cidade devem ser procurados para informar quais repasses destinados a Humaitá estão efetivamente pendentes e quando ocorrerá eventual regularização. O espaço permanece aberto para manifestação.