Francisco Jorge é o homenageado no ciclo de palestras sobre a História da Amazônia da UFAM

WhatsApp
Facebook
Telegram
X
LinkedIn
Email


A história da formação de historiadores no Amazonas será tema de um encontro que une memória, reconhecimento e reflexão sobre o papel da universidade na produção do conhecimento. No dia 13 de agosto, às 18:30, o Laboratório de Estudos em História do Trabalho e da Amazônia (LABUHTA) promove a palestra “Além da Conquista: A Formação de um Historiador Amazônico”, no Auditório Rio Solimoes, IFCHS/UFAM e homenageará toda a trajetória do renomado historiador amazonense, Francisco Jorge dos Santos.

A atividade faz parte do “I Ciclo de Palestras Labuhta – Entre Gerações: trajetórias que construíram o Curso de História da UFAM”, iniciativa que busca registrar e valorizar a contribuição de professores e pesquisadores responsáveis pela consolidação da licenciatura em História da Universidade Federal do Amazonas.

O encontro contará com a presença dos professores Dr. Rafael Ale Rocha e Dr. Francisco Jorge dos Santos, tendo como mediador o Professor Dr. César Augusto Bubolz Queiros. “Nossa proposta é discutir a formação do historiador amazonense a partir das experiências daqueles que participaram da construção da pesquisa histórica na região e da consolidação da historiografia produzida na Amazônia e Francisco Jorge é um dos principais responsáveis por tudo isso”, disse o coordenador do Labuhta, Cesar Bubolz.

A atividade representa uma oportunidade para estudantes, pesquisadores, professores e toda a sociedade conhecerem o pano de fundo da criação do curso de História da UFAM e entenderem como diferentes gerações contribuíram para fortalecer a pesquisa sobre a Amazônia, formando profissionais que hoje atuam em universidades, escolas, arquivos, museus e instituições culturais. O evento é aberto ao público.

Referência da historiografia amazônica

Membro da primeira geração de historiadores formado pela Universidade Federal do Amazonas, Francisco Jorge dos Santos é reconhecido como um dos principais responsáveis pela consolidação da pesquisa histórica produzida no estado. Integrou o grupo que ajudou a estruturar e fortalecer o curso de história da UFAM desde seus primeiros anos, contribuindo decisivamente para a institucionalização da historiografia amazônica.  Sua produção acadêmica renovou os estudos sobre a Amazônia colonial, especialmente ao destacar o papel dos povos indígenas e as formas de resistência à ocupação portuguesa.

A obra “Além da Conquista – Guerras e Rebeliões Indígenas na Amazônia Pombalina” tornou-se um marco para romper com as interpretações tradicionais e colocar os indígenas como sujeitos centrais da história amazônica, influenciando gerações de pesquisadores.