Por: [Redação]
GUAJARÁ-MIRIM, RO – O clima é de extrema tensão na fronteira binacional. Na manhã desta segunda-feira, 27 de abril, a travessia de passageiros e mercadorias entre Guajará-Mirim, em Rondônia, e Guayaramerín, na Bolívia, foi abruptamente interrompida. O fechamento da fronteira ocorre após um colapso nas negociações sobre as taxas de travessia vigentes, gerando um impasse que paralisou o fluxo econômico na região.
Imagens obtidas pela nossa reportagem mostram barcaças paradas e um grande aglomerado de pessoas e veículos nas margens do Rio Mamoré. Segundo informações apuradas com exclusividade, o movimento grevista decidiu pelo fechamento total após a quebra de acordos estabelecidos anteriormente sobre os valores cobrados pelo transporte e tributos aduaneiros, que estariam inviabilizando o trabalho de transportadores e o comércio local.
Quebra de Acordo e Revolta na Travessia
De acordo com colaboradores locais, o desentendimento central gira em torno do reajuste de taxas que não estaria seguindo os protocolos combinados entre as cooperativas de transporte e as autoridades de fiscalização. “Houve uma quebra de confiança. O que foi acordado não está sendo cumprido na ponta, e a categoria decidiu que nada passa enquanto não houver uma resposta clara”, afirmou um dos manifestantes.

O bloqueio afeta diretamente o abastecimento de mercadorias básicas e o trânsito de turistas, que nesta manhã foram pegos de surpresa pela paralisação. A fronteira em Guajará-Mirim é um dos pontos mais sensíveis da logística regional, especialmente enquanto a tão aguardada Ponte Binacional segue em fase de construção para substituir o sistema de balsas.
Impacto Econômico e Incerteza
O fechamento da “Porta de Entrada” entre os dois países gera prejuízos imediatos para o comércio de Guajará-Mirim, que depende fortemente do fluxo de compradores bolivianos. Autoridades portuárias e órgãos de segurança pública já foram acionados para monitorar a situação, mas, até o momento, não há previsão para a liberação da passagem.
A movimentação segue intensa nas margens do rio, e a possibilidade de novos protestos não está descartada caso as negociações não avancem nas próximas horas. Nossa equipe segue acompanhando os desdobramentos deste caso urgente.
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