“Candidato pode ser”: quem são as segundas opções de voto do eleitorado em pesquisa Real Time Big Data

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Levantamento revela como eleitores redistribuem preferência quando seus principais nomes saem da disputa presidencial

Uma nova pesquisa do instituto Real Time Big Data mostrou quem são as principais segundas opções de voto dos eleitores em diferentes cenários da corrida presidencial, caso seus candidatos preferidos não disputem a eleição.

O levantamento, divulgado nesta segunda-feira, analisou como o eleitorado se comporta quando precisa escolher uma alternativa fora de sua preferência inicial, revelando movimentos importantes na disputa entre nomes já conhecidos da política nacional.

Eleitores de Lula e Flávio Bolsonaro têm escolhas distintas

Entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os nomes mais citados como segunda opção variam entre figuras de centro e direita, com destaque para Ronaldo Caiado, Aldo Rebelo e Joaquim Barbosa.

Já entre os eleitores do senador Flávio Bolsonaro, os principais nomes de segunda escolha incluem Caiado e Romeu Zema, indicando uma disputa mais concentrada dentro do campo da direita e centro-direita.

O levantamento mostra ainda que o nível de indefinição é elevado, com uma parcela significativa de eleitores declarando voto branco, nulo ou indecisão quando seus candidatos não estão disponíveis.

Caiado e Zema aparecem como alternativas competitivas

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, aparece com destaque como uma das principais segundas opções em diferentes grupos de eleitores, incluindo apoiadores de Lula e de Flávio Bolsonaro.

Romeu Zema também surge com desempenho relevante, especialmente entre eleitores alinhados ao campo mais conservador, reforçando sua presença como alternativa dentro da direita.

Outros nomes citados na pesquisa incluem Renan Santos, Aécio Neves e Joaquim Barbosa, mostrando um cenário fragmentado de preferências fora dos principais polos políticos.

Pesquisa mostra cenário de alta fragmentação

O estudo evidencia que, apesar da polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro, há uma dispersão significativa de preferências quando o eleitor precisa migrar seu voto para uma segunda opção.

Essa fragmentação indica que a disputa presidencial de 2026 pode depender fortemente da capacidade de construção de alianças e da consolidação de candidaturas de centro.

Especialistas apontam que esse tipo de análise ajuda a entender não apenas intenções de voto diretas, mas também a estrutura de apoio indireto entre diferentes grupos eleitorais.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa Real Time Big Data ouviu eleitores em todo o país e simulou diferentes cenários de ausência dos principais candidatos, avaliando para quem o voto seria transferido.

O levantamento faz parte de uma série de estudos sobre a corrida presidencial de 2026 e busca mapear tanto a intenção de voto principal quanto o comportamento de segunda escolha.