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BR-319 volta a ter bloqueio e expõe fragilidade da rodovia em pleno período de tráfego intenso no Amazonas

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Motoristas que dependem da BR-319 enfrentam mais um capítulo de transtornos. A ponte sobre o Igarapé Bandeirão, no km 263 da rodovia, entrou em regime de interdição parcial, reacendendo críticas sobre a precariedade da principal ligação terrestre do Amazonas com o restante do país.

A restrição começou nesta terça-feira (28) e segue até o dia 1º de maio, afetando diretamente o fluxo de veículos em um dos trechos considerados estratégicos da estrada.

Bloqueio diário e risco de filas

De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o tráfego está sendo interrompido totalmente no período da manhã, das 7h às 11h30, para a realização de serviços de manutenção na estrutura da ponte, que é de madeira.

Fora desse horário, o fluxo segue com restrições e pode operar no sistema “pare e siga”, o que aumenta o risco de congestionamentos e longas filas ao longo do trecho.

Problema antigo, solução temporária

A situação escancara um problema antigo: a fragilidade da infraestrutura da BR-319. Com cerca de 885 km, a rodovia é considerada vital para o escoamento de produção e deslocamento entre o Amazonas e Rondônia, mas segue marcada por pontes antigas e intervenções emergenciais recorrentes.

A ponte do Igarapé Bandeirão é apenas mais um exemplo de estruturas que exigem manutenção constante, muitas vezes com interrupções que impactam diretamente moradores, transportadores e o abastecimento regional.

Motoristas cobram solução definitiva

A cada nova interdição, cresce a pressão sobre o governo federal por investimentos estruturais permanentes na rodovia. Para quem vive ou depende da BR-319, a sensação é de insegurança constante — com interrupções frequentes e ausência de soluções definitivas.

Enquanto isso, o DNIT orienta que condutores planejem suas viagens fora dos horários de bloqueio e acompanhem atualizações oficiais.

Rodovia estratégica sob alerta

A nova restrição reforça o alerta: a BR-319 segue longe de oferecer estabilidade logística para o Amazonas. E, mais uma vez, quem paga a conta são os motoristas e comunidades que dependem diariamente da estrada.


Informações: CM7 Brasil