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Câmara aprova projeto que impõe tornozeleira e restrições a condenados por pedofilia

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Proposta prevê monitoramento eletrônico obrigatório e proibição de aproximação de escolas, creches e locais frequentados por crianças

A Câmara dos Deputados aprovou o texto-base de um projeto de lei que amplia as restrições contra condenados por crimes sexuais envolvendo crianças e adolescentes. A proposta prevê uso obrigatório de tornozeleira eletrônica e limitações severas de circulação para condenados por pedofilia.

Pelo texto aprovado, os condenados ficarão proibidos de se aproximar de:

  • escolas públicas e privadas;
  • creches;
  • parques infantis;
  • playgrounds;
  • e outros locais frequentados predominantemente por menores de idade.

O projeto estabelece distância mínima de 200 metros desses ambientes e altera a Lei de Execução Penal para tornar obrigatória a vigilância eletrônica nos casos previstos.

Tornozeleira eletrônica deixa de depender de decisão judicial

Atualmente, o uso de tornozeleira pode ser determinado pelo juiz em situações específicas. Com a nova proposta, a monitoração eletrônica passa a ser automática para condenados por crimes sexuais contra menores.

Segundo a Câmara dos Deputados, as medidas serão aplicadas principalmente a condenados por:

  • estupro de vulnerável;
  • corrupção de menores;
  • pornografia infantil;
  • divulgação de cenas de sexo envolvendo crianças;
  • armazenamento de conteúdo pornográfico infantil;
  • e aliciamento de menores pela internet.

A proposta também permite que o juiz imponha outras restrições complementares durante o cumprimento da pena em regime aberto ou após a saída da prisão.

Projeto foi aprovado em votação simbólica

A votação ocorreu de forma simbólica no plenário da Câmara dos Deputados. Apesar da aprovação do texto-base, os parlamentares ainda precisam analisar destaques e emendas antes do envio definitivo ao Senado Federal.

O projeto original é de autoria do ex-deputado Capitão Wagner, enquanto o relatório aprovado teve substitutivo apresentado pelo deputado Kim Kataguiri.

Debate ganhou força após aumento da pressão por endurecimento penal

A discussão sobre endurecimento das penas para crimes sexuais contra crianças ganhou força nas últimas semanas após a Câmara também aprovar projetos que ampliam punições para estupro, assédio sexual e crimes ligados à pornografia infantil.

Nos bastidores do Congresso, parlamentares favoráveis à proposta afirmam que o objetivo é reduzir riscos de reincidência e ampliar a proteção de crianças e adolescentes em espaços públicos.

Já defensores de direitos humanos alertam para debates futuros sobre:

  • fiscalização das medidas;
  • estrutura de monitoramento eletrônico;
  • e efetividade do acompanhamento após o cumprimento da pena.

Texto ainda será analisado pelo Senado

Após a conclusão da votação na Câmara, o projeto seguirá para análise do Senado Federal. Caso seja aprovado sem alterações, o texto será encaminhado para sanção presidencial.

A expectativa de parlamentares da bancada de segurança pública é que o tema avance rapidamente no Congresso diante da forte repercussão social envolvendo crimes sexuais contra menores no país.