A deputada estadual Débora Menezes lamentou a morte de uma recém-nascida encontrada dentro de uma mochila em um lixão no município de Manacapuru, no interior do Amazonas. O caso causou forte comoção no Estado após a bebê ser localizada por catadores de materiais recicláveis.
Segundo informações divulgadas pela polícia, a criança foi encontrada enrolada em uma toalha, ainda com cordão umbilical e placenta. Não há confirmação oficial sobre quanto tempo de vida a recém-nascida tinha antes de ser abandonada.
Presidente da Procuradoria Especial da Criança e do Adolescente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Débora Menezes afirmou que casos como esse reforçam a necessidade de ampliar a proteção à infância e fortalecer mecanismos de apoio social às mulheres em situação de vulnerabilidade.
Deputada defende apoio psicológico e assistência social
Durante pronunciamento, a parlamentar destacou que seu mandato disponibiliza apoio multidisciplinar para mulheres com gravidez indesejada, incluindo acompanhamento psicológico e assistência social.
“É uma história muito chocante”, afirmou a deputada ao comentar o caso da bebê encontrada no lixão de Manacapuru.
Débora Menezes também defendeu a adoção como alternativa para evitar tragédias semelhantes e reforçou a importância das denúncias de violência, negligência e maus-tratos contra crianças e adolescentes.
Lei criada por Débora Menezes prevê proteção a crianças vítimas de crimes
A parlamentar é autora da Lei 7.248/24, que estabelece diretrizes de apoio a crianças vítimas de crimes cometidos por pais ou responsáveis no Amazonas.
A legislação prevê atuação conjunta de órgãos como:
- Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA);
- Ministério Público do Amazonas (MP-AM);
- e rede de assistência social.
O objetivo é garantir acolhimento provisório ou definitivo para menores em situação de risco, conforme avaliação das autoridades competentes.
Caso gerou forte repercussão no Amazonas
A morte da recém-nascida provocou indignação nas redes sociais e reacendeu o debate sobre abandono infantil, violência contra menores e vulnerabilidade social no interior do Amazonas.
Até o momento, não havia informações oficiais sobre suspeitos envolvidos no abandono da criança. A Polícia Civil do Amazonas deve investigar o caso.











