Menu

Voe quem puder: Com nova disparada de 5,5% no querosene, governo Lula empurra preço das passagens para as nuvens

WhatsApp
Facebook
Telegram
X
LinkedIn
Email
Com o querosene de aviação representando 40% dos custos das empresas, novo reajuste da Petrobras eleva risco de passagens mais caras e redução de rotas no país.

BRASÍLIA – O setor aéreo brasileiro entra em estado de alerta após o novo reajuste no preço do Querosene de Aviação (QAV). Com uma alta de quase 5,5% anunciada pela Petrobras, especialistas e entidades do setor advertem que o aumento pode comprometer a oferta de voos e encarecer ainda mais as passagens para o consumidor final.

​O combustível é o item de maior peso nos custos operacionais das companhias aéreas, chegando a representar cerca de 40% das despesas totais. Este novo aumento ocorre em um momento em que as empresas ainda tentam recuperar o fôlego financeiro e estabilizar a frequência de rotas domésticas e internacionais.

Risco de cortes na malha aérea

​A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) sinaliza que a volatilidade nos preços do QAV dificulta o planejamento das malhas. Sem margem para absorver os novos custos, as companhias podem ser forçadas a reduzir a frequência de voos em trechos menos rentáveis, afetando diretamente a conectividade de diversas regiões do país.

​Além da pressão sobre a oferta, o repasse para as tarifas de embarque é visto como uma consequência quase inevitável. Com o querosene mais caro, o custo por assento aumenta, dificultando o acesso de novos passageiros ao transporte aéreo e impactando o setor de turismo.

Fatores de pressão

​O reajuste reflete a combinação da valorização do dólar e as oscilações do preço do petróleo no mercado internacional. Como o Brasil adota uma política de preços alinhada à paridade de importação para o QAV, as variações externas chegam rapidamente às bombas de abastecimento dos aeroportos.