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Vídeo: Ex-STF, Marco Aurélio reafirma voto em Bolsonaro e diz que Supremo resolveu ressuscitar Lula politicamente

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O ex-juiz afirmou que não poderia jamais votar em alguém que foi condenado em processos por crime de delito contra a administração pública.

Em meio a declarações de ex-colegas de Supremo Tribunal Federal que anunciaram voto em Lula, o ex-ministro Marco Aurélio afirmou em entrevista a um podcast que vai votar neste segundo turno no presidente e candidato a reeleição Jair Bolsonaro (PL), e declarou que candidato petista foi ressuscitado politicamente pelo STF.

Marco Aurélio explicou os motivos de não votar em Lula. “Eu disse que no segundo turno votaria no atual governante, no presidente Jair Bolsonaro. Porque? Porque, como ex-juiz não poderia jamais votar em alguém que primeiro, foi presidente durante 8 anos. Deu as cartas durante 6 anos no governo Dilma e que foi condenado em quatro, se não me falha a memória, processos crime por crime por delito contra a administração pública. Disse ah, mas os processos foram anulados. Ele não foi absolvido pelo Supremo. Os processos foram anulados pelo Supremo a partir de uma visão, a meu ver, equivocada! Incompetência territorial”, disse.

O magistrado também falou que lula foi foi ressuscitado politicamente pelo STF. “O Supremo resolveu ressucitar politicamente, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, declarou.

Sobre o primeiro turno das eleições, realizado em 2 de outubro, o ex-ministro disse que a população brasileira não se conformou com o fim da operação Lava Jato e que as eleições do ex-juiz Sergio Moro (União) para o Senado Federal e do ex-procurador Deltan Dallagnol (Podemos) para a Câmara dos Deputados são exemplos desse sentimento. Sem citar nomes, ele também criticou alguns integrantes da suprema corte por tomarem decisões que ele considera por vezes estarem acima da Constituição Federal.

“Nós devemos ter, mesmo judicando no Supremo, os pés no chão e devemos atuar com a visão aberta, admitindo, inclusive, a possibilidade de um equívoco em um julgamento. Isso é ruim, quando se sentem acima da própria instituição. Que os ocupantes do Supremo hoje percebam essa responsabilidade”, disse.

Como um dos exemplos de discordância de processos julgados pelo Supremo, Marcos Aurélio Mello classificou o inquérito das Fake News como um equívoco.

“Eu estava numa recepção na casa do ministro Luís Roberto Barroso quando chegou o presidente do Supremo á época, o ministro Dias Toffoli, e disse a mim, não havia mais ninguém próximo: ‘Marco Aurélio, sei que você não vai concordar, eu instaurei um inquérito e designei para relatá-lo, portanto não levou o inquérito a sorteio, a distribuição, o ministro Alexandre de Moraes’. Eu disse ‘realmente, eu não concordo’. Não podemos concentrar na mesma pessoa o ato de acusar e o ato de julgar. Foi um equívoco a instauração desse inquérito”, afirmou. O ex-ministro afirmou ainda que vivemos tempos estranhos atualmente no Brasil e, para ele, a pior ditadura que poderia existir seria do judiciário.