Após o deputado estadual Daniel Almeida (Avante), irmão do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), destinar mais de R$ 4,7 milhões para um instituto fantasma, foi encontrado no Portal da Transparência da Prefeitura de Manaus, que os vereadores Jander Lobato (PSD) e David Reis (Avante), ambos da base aliada do prefeito, enviaram juntos o valor de R$ 2 milhões para o mesmo instituto fantasma. A informação é do Radar Amazônico.
De acordo com as informações do Portal da Transparência, os vereadores enviaram suas emendas parlamentares para o Instituto Mais Saber, fica localizado na rua Barralândia no bairro Santa Etelvina, zona Norte de Manaus, mas ao checar o endereço, não há qualquer estrutura, apenas um pequeno casebre e um terreno baldio tomado por mato.
Além disso, as redes sociais do presidente da organização, Caio Gomes Correa, revelam um estilo de vida luxuoso, com ostentações em viagens internacionais e carros de luxo.
Sobre as emendas
Conforme documentos obtidos, o vereador Jander Lobato primeiramente iria enviar o valor de R$ 1 milhão para o Instituto Educacional Prevenir, por meio da emenda nº 092/2023. Porém, de repente e sem explicações, ele decidiu mudar o destino do dinheiro para o Instituto Mais Saber.
O mesmo aconteceu com o vereador David Reis. Primeiramente, conforme a emenda nº 132/2023, ele iria enviar o valor de R$ 1 milhão para a Associação Educacional Voz Ativa (Aeva), que faz ações de incentivo a cultura e ao esporte com crianças e adolescentes.
Porém, novamente sem explicações, David Reis resolveu mudar o destino do dinheiro também para o Instituto Mais Saber. Além disso, no documento de remanejamento da verba da emenda consta um erro. Pois o vereador pede para remanejar o valor do Mais Saber para o próprio Mais Saber.
Os vereadores foram questionados sobre a mudança no destino das emendas, porém não houve retorno.
Emendas da oposição
Enquanto isso, vereadores que fazem oposição ao prefeito David Almeida como William Alemão (Cidadania), Rodrigo Guedes (Progressistas), Marcelo Serafim (PSB) e Lissandro Breval (Progressistas) denunciam que suas emendas que são de valores menores – de R$ 200 mil a 250 mil – para institutos que atuam com crianças com deficiência e em situação de vulnerabilidade social, estão sendo brecadas pela Prefeitura de Manaus.











