O preso Marco Willians Herbas Camacho, 53, o Marcola, apontado como chefe máximo do PCC (Primeiro Comando da Capital), foi transferido por volta das 13h de hoje da Penitenciária Federal de Brasília para a Penitenciária Federal de Porto Velho, capital de Rondônia. A informação foi confirmada pelo Depen (Departamento Penitenciário Nacional), órgão vinculado ao Ministério da Justiça e da Segurança Pública, e por um dos advogados de Marcola.
Segundo a defesa de Marcola, havia um pedido de remoção do preso feito pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (PMDB).

A ida do prisioneiro para Brasília, em 22 de março de 2019, causou um mal-estar entre o chefe do executivo local, o então secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres, e o então ministro da Justiça Sergio Moro.
Quando assumiu o ministério, em março de 2021, Torres pediu um estudo para transferir Marcola para fora de Brasília.
Ficha criminal
Condenado a mais de 300 anos de prisão pelos crimes de formação de quadrilha, roubo, tráfico de drogas e homicídio, Marcola, fundou a facção com Idemir Carlos Ambrósio, o Sombra, na Custódia de Taubaté, em São Paulo. O objetivo da organização era o combate a abusos do sistema prisional paulista e vingar a morte dos 111 presos mortos no Carandiru.
Órfão aos 9 anos, Marcos Willians andava pelas ruas de São Paulo roubando carteiras e aparelhos de rádio. Aos 18 anos, foi preso por roubo a banco e trancafiado no Complexo do Carandiru, onde se juntou aos primeiros integrantes do grupo que se tornaria uma organização criminosa com alcance em praticamente todos os estado. À frente da maior facção criminosa do país, Marcola organizou o domínio dos presídios paulistas, que reúnem 231 mil detentos, maior contingente de pessoas reclusas no Brasil.
Marcola sempre rebateu as afirmações de que comanda o PCC. “Não existe um ditador. Embora a imprensa fale, romanticamente, que existe um cara, o líder do crime. Existem pessoas esclarecidas dentro da prisão, que com isso angariam a confiança de outros presos”, declarou o condenado, em audiência pública na CPI do Tráfico de Armas, em 2006.
Essa é a segunda passagem de Marcola por Brasília. Em 2001, ele desembarcou na capital vindo da Penitenciária Modulada de Ijuí (RS). Na Papuda, mesmo isolado, Marcola escolheu aliados de confiança e criou um braço do PCC, denominado Paz, Liberdade e Direito (PLD). Em 18 de outubro de 2001, explodiu a última rebelião no sistema carcerário brasiliense. Desde então, as polícias do DF tentam impedir a instalação de uma célula do PCC no presídio candango.
*Com informações do UOl e Correio Braziliense











