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Traição às urnas: Wilson Lima joga o mandato no lixo e confirma ser um político sem palavra

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Após jurar que ficaria até o fim, governador abandona o Amazonas na "calada da noite" para salvar a própria pele política no Senado; Tadeu de Souza segue o mestre na debandada.

O Amazonas acordou neste domingo (5) com a confirmação de uma das maiores estelionatos eleitorais da sua história recente. Wilson Lima, o homem que subiu em palanques e olhou nos olhos do povo garantindo que cumpriria seu mandato até o último dia, mostrou que sua palavra vale tanto quanto uma nota de três reais. Ao assinar sua renúncia às 23h de um sábado, ele não apenas deixou o cargo; ele assinou o atestado de que o estado é, para ele, um mero objeto de descarte.

​A manobra, arquitetada nos bastidores e oficializada enquanto a população dormia, escancara o caráter de uma gestão que prioriza o “eu” em vez do “nós”. Wilson Lima foge da responsabilidade de governar um estado repleto de gargalos na saúde e na segurança para buscar o foro privilegiado e a sobrevivência política em Brasília.

O Teatro das Cartas Manuscritas

O cinismo da ação ganha contornos dramáticos com as cartas entregues à Assembleia Legislativa. No texto escrito à mão, Wilson fala em “profunda gratidão”, mas o gesto real é de abandono. Ele admite abertamente que sai apenas para cumprir o “prazo de desincompatibilização” para as eleições de 2026. Ou seja: o Amazonas não é mais sua prioridade; o Senado é o seu novo bote salva-vidas.

​A debandada geral, que incluiu o vice-governador Tadeu de Souza — outro que preferiu o conforto da disputa por uma vaga na Câmara Federal ao compromisso com o eleitor —, deixa o estado acéfalo de seus líderes eleitos. O que se vê é um governo entregue “de bandeja” a Roberto Cidade, em um acordão que cheira a conveniência e que ignora completamente a vontade soberana das urnas de 2022.

Um Governo de Mentiras

Wilson Lima entra para a história como o governador que “voltou atrás” em sua promessa mais básica: a de honrar o voto recebido. Ao abandonar o barco no meio da tempestade, ele reforça a imagem de um político sem grupo real e sem palavra, movido apenas pelo instinto de autopreservação.

​O povo amazonense, que acreditou em um projeto de continuidade, agora assiste ao espetáculo grotesco de ver seus governantes saindo pelos fundos do Palácio da Compensa. Fica o alerta para 2026: quem trai o mandato atual por pura ambição, não merece a confiança para o próximo. O Amazonas não é um brinquedo, e o cargo de governador não deveria ser um “bico” para quem já está pensando na próxima eleição.