O ministro Kassio Nunes Marques tomou posse nesta terça-feira na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) defendendo uma atuação “neutra” da Justiça Eleitoral durante as eleições de 2026.
Durante discurso na cerimônia realizada em Brasília, Nunes Marques afirmou que o papel do tribunal não é interferir no resultado das eleições, mas garantir que o eleitor exerça sua escolha com liberdade e segurança.
“O TSE não deve escolher vencedores nem orientar preferências políticas”, declarou o ministro ao assumir oficialmente o comando da Corte Eleitoral.
Ministro fala em equilíbrio e prudência
No pronunciamento, Nunes Marques afirmou que a Justiça Eleitoral deve atuar com:
- independência;
- equilíbrio;
- prudência;
- e respeito às liberdades democráticas.
Segundo ele, a missão do tribunal é proteger a soberania popular e garantir eleições seguras, transparentes e livres de fraudes.
O novo presidente do TSE também destacou que o cidadão deve poder votar “sem receio, sem constrangimento e bem informado”.
Inteligência artificial e redes sociais entram no foco do TSE
Nunes Marques afirmou que um dos grandes desafios das eleições de 2026 será o avanço da inteligência artificial e o impacto das plataformas digitais no processo eleitoral.
O ministro defendeu:
- educação cívica;
- combate ao uso indevido da IA;
- diálogo com plataformas digitais;
- e fortalecimento da credibilidade do sistema eletrônico de votação.
Ele também declarou estar aberto a aperfeiçoamentos no sistema eleitoral brasileiro, embora tenha defendido a segurança das urnas eletrônicas.
Posse movimenta bastidores políticos em Brasília
A cerimônia contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros do STF, parlamentares e autoridades dos Três Poderes.
O evento também marcou a chegada simultânea de dois ministros indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro ao comando do TSE: Nunes Marques na presidência e André Mendonça na vice-presidência.
Nos bastidores políticos, aliados da oposição avaliam que a nova composição pode representar mudança de postura da Corte em relação às eleições anteriores, especialmente nos debates sobre liberdade de expressão e moderação de conteúdos nas redes sociais.
OAB cobra respeito às liberdades
Durante a solenidade, o presidente da OAB, Beto Simonetti, também afirmou que a Justiça Eleitoral deve combater abusos sem desrespeitar garantias constitucionais.
Segundo ele, o Brasil viverá uma eleição marcada por intensa disputa política e novos desafios tecnológicos relacionados à inteligência artificial e à disseminação de informações falsas nas redes sociais.











