“Não vou dialogar com Lula”: Maria do Carmo acena com isolamento ao Amazonas em nome do radicalismo político

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Distanciamento do Governo Federal pode colocar em risco recursos para saúde, infraestrutura, segurança e combate às estiagens no Amazonas.

Por: Manuel Menezes

A pré-candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo Seffair (PL), voltou a priorizar a pauta ideológica em detrimento dos interesses estratégicos do estado. Em publicação recente em suas redes sociais, em parceria com o deputado federal Capitão Alberto Neto, Maria do Carmo deixou claro que, caso eleita governadora, não pretende dialogar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A postura, voltada para reforçar seu alinhamento com a extrema-direita e o bolsonarismo, levanta sérios alertas no cenário político e econômico regional. Ao fechar as portas para o Governo Federal, a pré-candidata coloca em risco repasses e investimentos vitais para a população amazonense em áreas cruciais como saúde, habitação, segurança, infraestrutura e o enfrentamento às severas estiagens e emergências climáticas.

Articulação vs. Isolamento: O contraste com Omar Aziz

Enquanto a pré-candidata do PL aposta no confronto e na intransigência institucional, o senador Omar Aziz (PSD) demonstra a relevância do diálogo de alto nível com a União. Ao manter pontes abertas com o presidente Lula e os ministérios, Omar garante ao Amazonas o protagonismo necessário na mesa de negociações em Brasília.

Projetos fundamentais para o desenvolvimento sustentável e a trafegabilidade no estado — como a pavimentação e recuperação da BR-319, a proteção da Zona Franca de Manaus e a destinação de recursos emergenciais para os municípios atingidos pela seca — dependem diretamente de uma relação republicana com o Planalto. A capacidade de Omar Aziz em articular e viabilizar soluções junto ao Governo Federal contrasta diretamente com a proposta de travamento de diálogo defendida por Maria do Carmo.

Trajetória e incoerências

Proprietária do Grupo Fametro, Maria do Carmo Seffair construiu sua carreira no setor educacional privado, embora tenha optado por não realizar sua formação acadêmica na própria instituição, tendo se formado em Ciências Contábeis pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e em Direito pelo Centro Universitário Nilton Lins, além de mestrado pela Universidade de São Paulo (USP).

Sua trajetória política recente também é marcada por rápidas trocas partidárias e alianças de ocasião. Antes de se filiar ao PL, passou pelo PSDB — quando disputou o Senado na chapa de Arthur Neto — e pelo Partido Novo, legenda pela qual foi vice na chapa de Capitão Alberto Neto para a Prefeitura de Manaus em 2024. Agora, busca fincar pé no campo conservador radical, sacrificando a diplomacia e a governabilidade que o Amazonas necessita para avançar.