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MPAM endurece fiscalização e cobra medidas rigorosas de segurança para o Festival de Parintins 2026

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Ministério Público quer reforço na proteção de crianças, fiscalização de alegorias e integração das forças de segurança durante o maior festival cultural da Amazônia

Faltando pouco mais de um mês para o início do 59º Festival Folclórico de Parintins, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) decidiu ampliar a pressão sobre órgãos públicos, bois-bumbás e forças de segurança para evitar problemas estruturais, acidentes e violações de direitos durante o evento que movimenta milhares de turistas no interior do estado.

Por meio de recomendação conjunta expedida pelas Promotorias de Justiça de Parintins, o MPAM estabeleceu uma série de medidas preventivas e de fiscalização técnica que deverão ser adotadas antes e durante o festival, marcado para os dias 26, 27 e 28 de junho de 2026.

A medida envolve diretamente:

  • os bois-bumbás Boi Bumbá Caprichoso e Boi Bumbá Garantido;
  • o Corpo de Bombeiros;
  • Polícia Civil;
  • Detran-AM;
  • Prefeitura de Parintins;
  • Conselho Tutelar;
  • Seduc;
  • e secretarias municipais ligadas à assistência social e educação.

MP quer evitar riscos estruturais e acidentes

Entre as principais preocupações do Ministério Público estão:

  • segurança das alegorias;
  • movimentação de estruturas gigantes;
  • controle de público;
  • e prevenção de acidentes durante as apresentações no Bumbódromo.

A recomendação determina que Caprichoso e Garantido apresentem:

  • alvarás;
  • documentação técnica;
  • e Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs) assinadas por engenheiros habilitados para alegorias, módulos e equipamentos utilizados no espetáculo.

O Corpo de Bombeiros e o Detran-AM também foram acionados para elaborar plano específico de operação e segurança envolvendo transporte e movimentação das alegorias.

Nos bastidores, a preocupação cresce diante da dimensão cada vez maior das estruturas cenográficas utilizadas pelos bois-bumbás, que movimentam toneladas de equipamentos dentro e fora da arena.

Proteção de crianças e adolescentes vira prioridade

Outro eixo central da recomendação do MPAM envolve proteção infantojuvenil.

O Ministério Público anunciou fiscalização rígida sobre:

  • participação de menores em ensaios e apresentações;
  • combate ao trabalho infantil;
  • exploração de crianças e adolescentes;
  • e venda de bebidas alcoólicas para menores de idade.

Segundo os promotores, o aumento do fluxo de turistas durante o festival amplia riscos sociais e vulnerabilidades no município.

O promotor Ricardo Mitoso destacou que haverá controle rigoroso da participação de menores em eventos noturnos e reforço das ações de fiscalização durante todo o período festivo.

O Conselho Tutelar deverá disponibilizar canais visíveis de denúncia em áreas de grande circulação da cidade. Já a Secretaria Municipal de Assistência Social terá de manter equipes de abordagem social funcionando em regime de plantão 24 horas.

Polícia Civil terá reforço durante o festival

A recomendação também prevê reforço no efetivo da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente durante o festival.

Além disso, forças de segurança deverão atuar de maneira integrada para:

  • monitoramento de áreas críticas;
  • prevenção de violência;
  • combate ao tráfico de drogas;
  • fiscalização de ambulantes;
  • e controle de grandes aglomerações.

Nos últimos anos, o crescimento do Festival de Parintins transformou o evento em um dos maiores espetáculos culturais do Brasil, atraindo turistas nacionais e internacionais e aumentando significativamente a pressão sobre a estrutura urbana da cidade.

Festival movimenta milhões e amplia desafios

O Festival de Parintins se tornou um dos principais motores econômicos do Amazonas, movimentando:

  • turismo;
  • hotelaria;
  • transporte;
  • comércio;
  • e economia criativa.

A disputa entre Caprichoso e Garantido mobiliza milhares de artistas, trabalhadores e torcedores todos os anos.

Com o crescimento do evento, aumentaram também os desafios ligados à:

  • segurança pública;
  • logística;
  • infraestrutura;
  • fiscalização;
  • e proteção social.

Nos bastidores, autoridades tentam evitar que problemas estruturais, acidentes ou falhas organizacionais prejudiquem a imagem internacional do festival.

Descumprimento pode gerar ações judiciais

O MPAM informou que os órgãos e instituições envolvidos deverão comprovar cumprimento das medidas recomendadas até o início de junho.

Caso haja descumprimento das recomendações, o Ministério Público poderá adotar:

  • medidas administrativas;
  • ações civis públicas;
  • pedidos judiciais;
  • e responsabilizações legais.

A atuação preventiva do MP ocorre em meio ao esforço das autoridades para garantir que o Festival de Parintins 2026 aconteça sem registros graves de acidentes, falhas estruturais ou violações de direitos durante um dos maiores símbolos culturais da Amazônia.