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Aleam amplia atuação durante cheia e reforça pressão por respostas rápidas no Amazonas

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Assembleia Legislativa apresenta leis e projetos voltados à proteção de famílias afetadas pelas enchentes, insegurança alimentar e colapso em comunidades isoladas

Com o avanço da cheia dos rios e o agravamento da situação em dezenas de municípios amazonenses, a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) passou a intensificar a apresentação de leis, projetos e medidas voltadas ao enfrentamento dos impactos sociais, econômicos e ambientais provocados pelo chamado “inverno amazônico”.

Nos bastidores políticos e institucionais, cresce a preocupação com o aumento das áreas alagadas, o isolamento de comunidades ribeirinhas e os riscos de colapso em serviços essenciais no interior do estado. Diante desse cenário, parlamentares da Aleam vêm pressionando por respostas mais rápidas do poder público e tentando ampliar instrumentos legais para minimizar os efeitos das enchentes.

A movimentação ganhou força após a divulgação de novas ações legislativas ligadas à proteção da população atingida pelas cheias, conforme divulgado pela própria Assembleia Legislativa do Amazonas.

Cheia já provoca impacto em milhares de famílias

O avanço dos rios no Amazonas vem provocando dificuldades históricas em municípios do interior, especialmente em regiões ribeirinhas onde comunidades passam a enfrentar:

  • dificuldade de transporte;
  • perda de produção agrícola;
  • falta de acesso à água potável;
  • aumento de doenças;
  • interrupção de aulas;
  • e insegurança alimentar.

Em anos recentes, enchentes severas atingiram centenas de milhares de pessoas no estado. Segundo dados divulgados anteriormente pelo Governo do Amazonas e citados pela Aleam, mais de meio milhão de pessoas chegaram a ser impactadas por eventos climáticos extremos em 2025.

Leis tentam transformar resposta emergencial em planejamento permanente

Entre as medidas destacadas pela Aleam está a Lei nº 6.528, de autoria do deputado Roberto Cidade, que estabelece diretrizes para planos de adaptação às mudanças climáticas no Amazonas.

A proposta busca reduzir vulnerabilidades sociais e ambientais provocadas tanto pelas cheias quanto pelas estiagens extremas.

Outra norma considerada estratégica é a Lei nº 6.376/2023, apresentada pelo deputado Carlinhos Bessa, que cria políticas de atenção às emergências climáticas e combate ao chamado racismo ambiental.

Segundo a Aleam, a legislação reconhece que populações indígenas, ribeirinhas, quilombolas e comunidades periféricas acabam sendo as mais atingidas pelos eventos extremos na Amazônia.

Madeira apreendida poderá virar pontes e marombas

Uma das iniciativas mais comentadas envolve o reaproveitamento de madeira ilegal apreendida pelo Estado.

A Lei nº 6.360/2023, proposta pelo deputado Thiago Abrahim, permite utilizar madeira confiscada em ações ambientais para construção de pontes, passarelas e marombas em áreas afetadas pelas cheias.

A medida tenta resolver dois problemas simultaneamente:

  • evitar desperdício de toneladas de madeira apreendida;
  • e ampliar infraestrutura emergencial em comunidades isoladas.

Insegurança alimentar preocupa parlamentares

Outro ponto que passou a gerar forte preocupação dentro da Assembleia Legislativa é o avanço da fome em comunidades atingidas pelas cheias e estiagens.

A deputada Mayra Dias apresentou projeto que cria diretrizes para ações preventivas de combate à insegurança alimentar e hídrica durante eventos climáticos extremos.

A proposta prevê:

  • formação antecipada de estoques de alimentos;
  • distribuição programada de água potável;
  • planejamento logístico antes da calamidade;
  • e ações permanentes de assistência social.

Nos bastidores, parlamentares defendem que o Amazonas precisa abandonar a lógica de atuação apenas emergencial e criar estruturas permanentes de resposta climática.

Pressão aumenta sobre governos

A intensificação das ações legislativas também amplia a pressão sobre prefeituras e Governo do Estado para execução prática das políticas públicas.

Parlamentares têm cobrado:

  • fortalecimento da Defesa Civil;
  • melhoria na logística humanitária;
  • manutenção de serviços de saúde;
  • ampliação do saneamento básico;
  • e planos preventivos para áreas de risco.

Além disso, a Aleam vem promovendo discussões sobre:

  • monitoramento hidrológico;
  • fornecimento de energia durante o período chuvoso;
  • drenagem urbana;
  • e adaptação das cidades às mudanças climáticas.

Amazonas vive novo alerta climático

Especialistas alertam que os eventos extremos na Amazônia vêm se tornando mais frequentes e severos nos últimos anos.

Enquanto parte do estado enfrenta cheias históricas, outras regiões convivem com estiagens extremas, incêndios florestais e dificuldades logísticas crescentes.

Dentro da Assembleia Legislativa, o discurso predominante é de que o Amazonas precisa acelerar investimentos estruturais para evitar que enchentes e secas continuem provocando crises humanitárias repetidas ano após ano.