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Máquina de Ataques: PT gasta recursos para impulsionar conteúdos negativos contra Flávio Bolsonaro nas redes sociais

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Estratégia do partido de Lula utiliza anúncios pagos para disseminar narrativas contra o senador; oposição denuncia "uso da máquina" para assassinato de reputações antes do período eleitoral.

O Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu abrir os cofres para intensificar a ofensiva digital contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Relatórios de transparência de plataformas de redes sociais revelam que a legenda tem impulsionado anúncios pagos com conteúdos focados exclusivamente em atacar o parlamentar e desgastar sua imagem pública. A manobra, vista como uma antecipação da guerra suja para 2026, acendeu o alerta na oposição sobre o uso de recursos partidários para o que classificam como “assassinato de reputações”.

Diferente do impulsionamento comum de propostas ou atos de governo, a estratégia petista foca em requentar investigações e disseminar recortes negativos, garantindo que esse conteúdo chegue a usuários que não seguem as páginas do partido. Para interlocutores do clã Bolsonaro, a tática demonstra o “desespero” do governo Lula em tentar frear o crescimento da oposição nas redes.

“Milícia Digital de Gabinete”

A bancada de oposição no Congresso reagiu com indignação ao uso de verbas — muitas vezes provenientes do fundo partidário, ou seja, dinheiro público — para financiar ataques pessoais. Parlamentares alegam que, enquanto o governo prega a “pacificação do país” e a “regulação das redes contra o ódio”, o partido do presidente faz exatamente o oposto ao financiar a discórdia digital.

“É a prova da hipocrisia petista. Eles acusam os outros de fake news e milícias digitais, mas são os primeiros a usar dinheiro para perseguir adversários de forma oficial. O PT não quer debater o Brasil, quer destruir quem se opõe a eles”, afirmou um deputado ligado à família Bolsonaro.

Foco em 2026 e a Seletividade das Plataformas

A investida contra Flávio Bolsonaro é lida por analistas como uma tentativa de enfraquecer um dos principais articuladores da direita no Senado. Além disso, críticos questionam a passividade das plataformas e de órgãos fiscalizadores, que costumam ser rigorosos com perfis conservadores, mas mantêm os anúncios do PT ativos sob o rótulo de “debate político”.

A oposição já estuda acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para verificar se o impulsionamento sistemático de ataques pessoais configura propaganda antecipada negativa ou abuso de poder econômico, uma vez que a estratégia visa desequilibrar o cenário político muito antes do início oficial das campanhas.