O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o trecho da Lei 15.397/2026 que aumentava a pena para casos de roubo com violência resultando em lesão corporal grave. A decisão provocou forte reação entre parlamentares da oposição e setores da sociedade que defendem punições mais duras para crimes violentos.
O projeto aprovado pelo Congresso previa elevar a pena de 7 a 18 anos para uma faixa entre 16 e 24 anos de prisão em casos considerados mais graves. No entanto, Lula decidiu barrar esse trecho ao sancionar a nova legislação.
Na justificativa oficial, o governo afirmou que a pena mínima prevista ficaria acima daquela aplicada em alguns casos de homicídio qualificado.
Críticas sobre “proteção indireta” à criminalidade
A decisão rapidamente virou alvo de críticas de opositores, que acusam o governo federal de adotar uma postura excessivamente branda diante da criminalidade.
Para críticos, o veto passa uma mensagem negativa num país marcado pelo crescimento da violência urbana, roubos violentos e insegurança nas grandes cidades.
Nas redes sociais e entre parlamentares conservadores, cresceu o discurso de que o governo estaria mais preocupado com garantias para criminosos do que com proteção às vítimas.
Congresso endureceu penas, mas Planalto segurou parte das mudanças
A proposta original foi apresentada pelo deputado Kim Kataguiri e recebeu apoio no Congresso Nacional. O texto endurece punições para:
- furto
- roubo
- receptação
- golpes virtuais
- crimes eletrônicos
- e roubos de celulares
Apesar disso, justamente o trecho relacionado ao roubo com lesão corporal grave acabou vetado pelo presidente.
Debate sobre segurança pública volta ao centro
A decisão reacendeu um debate antigo no Brasil: endurecer penas reduz a criminalidade?
Enquanto especialistas divergem sobre os efeitos práticos do aumento penal, setores da oposição afirmam que o veto fortalece a sensação de impunidade no país.
Críticos argumentam que criminosos violentos continuam encontrando um sistema penal considerado fraco, lento e permissivo.
Sensação de abandono das vítimas
Outro ponto levantado por opositores é a percepção de que vítimas de crimes violentos acabam ficando em segundo plano nas decisões políticas sobre segurança pública.
Para esses setores, enquanto famílias convivem com traumas provocados por assaltos violentos, o governo federal envia sinais contraditórios ao barrar o endurecimento de penas aprovado democraticamente pelo Congresso.
Veto ainda pode ser derrubado
O veto presidencial ainda será analisado pelo Congresso Nacional, que poderá mantê-lo ou derrubá-lo em votação futura.
Enquanto isso, a decisão amplia a pressão política sobre o governo e reforça críticas de que parte da esquerda brasileira mantém postura considerada leniente diante do avanço da criminalidade no país.











