— A sociedade não tem que saber como vota um ministro da Suprema Corte. Não acho que o cara precisa saber, votou a maioria, não precisa ninguém saber. Porque ai cada um que perde fica com raiva, cada um que ganha fica feliz — afirmou Lula durante sua “live” semanal.

O argumento do presidente é que em muitas ocasiões os ministros são hostilizados por seus posicionamentos durante a análise de ações. Para Lula, é “preciso mudar o que está acontecendo no Brasil”.

— Para a gente não criar animosidade, eu acho que era preciso começar a pensar se não é o jeito da gente mudar o que está acontecendo no Brasil. Porque do jeito que vai daqui a pouco um ministro da Suprema Corte não pode mais sair na rua, passear com sua família porque tem um cara que não gostou de uma decisão dele — disse o presidente.

Na ocasião, Lula fazia novas críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, chamado mais uma vez de “genocida”. Lula chegou a citar, sem dar detalhes, “outras coisas que estão aparecendo” sobre o ex-presidente e afirmou que Bolsonaro queria dar “um golpe da forma mais mesquinha possível”.

Bolsonaro fazia repetidas críticas e ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal, principalmente ao ministro Alexandre de Moraes, alvo de ataques no aeroporto de Roma no dia 14 de julho.

— Isso tudo foi criado pelo ódio, disseminado no país pelo coisa, que eu sempre falo que vai ser julgado ainda como genocida […] Quero que ele tenha direito a presunção de inocência em todos os processos, mas não dá pra deixar esse cidadão passar sem ser uma investigação correta.

Lula completou:

— Fora as outras coisas que estão aparecendo por aí. Porque na verdade um cidadão que não tem coragem de passar a faixa, que se esconde porque estava prevendo um golpe. Porque é verdade, ele queria dar um golpe da forma mais mesquinha possível.

Ao completar um mês desde sua posse como ministro, no último domingo, Zanin trocou o status de “homem de Lula” e passou a acumular desconfianças entre os que apoiaram a sua indicação, vista como pessoal do presidente.

O ministro foi criticado por grupos progressistas, por exemplo, após ter sido o único a votar contra a descriminalização da maconha no julgamento que discute critérios para diferenciar usuário de traficante. Também virou alvo da comunidade LGBTQIAP+ por ter sido contra a equiparação de ofensas a esse grupo à injúria racial em tipificações criminais.

Veja algumas decisões do novo ministro:


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