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Governo anuncia construção de ponte no Rio Mamoré, que vai ligar as cidades de Guajará-Mirim, em Rondônia, e Guayaramerín, na Bolívia

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Obra só deve começar em 2025 e tem custo estimado em R$ 430 milhões

Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) lançou o edital para a construção de uma ponte binacional para ligar o Brasil à Bolívia. Com 1,2 quilômetro, a construção da obra, que custará cerca de R$ 430 milhões, só deve começar em 2025, com previsão de ficar pronta em 2027.

A ponte, sobre o Rio Mamoré, vai ligar as cidades de Guajará-Mirim, em Rondônia, e Guayaramerín, na Bolívia. O empreendimento faz parte do Novo PAC na região Norte e vai fortalecer a integração sul-americana, afirmou o Ministério dos Transportes, que lançou o edital na terça-feira 14. Estiveram presentes na solenidade autoridades brasileiras e bolivianas.

O governo brasileiro não informou qual será a contrapartida da Bolívia.

De acordo com a pasta, a construção vai colocar em prática o projeto Saída para o Pacífico, que prevê a exportação de produtos brasileiros pelos portos do Chile, passando por território boliviano.

Estudos mostram que haveria significativa redução de custos na comparação com o escoamento pelos portos brasileiros, muito distantes do Norte e Centro-Oeste do país.

Para a Bolívia, a ponte vai permitir o acesso ao Oceano Atlântico. A construção da ponte faz parte de um acordo de mais de 100 anos entre Brasil e Bolívia para a integração dos países.

Empresa que executará a obra será conhecida no fim do ano

ponte binacional Brasil Bolíva
Ninistro dos Transportes, Renan Filho, e representantes do governo da Bolívia oficializam a construção da ponte | Foto: Marcio Ferreira/MT

De acordo com o projeto, a nova estrutura, de 1,22 quilômetro de extensão e 17,3 metros de largura, terá um vão central estaiado para facilitar a navegabilidade. O projeto prevê ainda a construção de um complexo de fronteira, com 9,3 mil metros quadrados e mais 3,7 quilômetros de pistas de acessos no lado brasileiro. A previsão é de que Bolívia faça o mesmo do seu lado. O governo estima a criação de até 4,3 mil empregos diretos e indiretos com a obra.

A licitação será por meio do Regime Integrado Diferenciado de Contratação (RIDC), no qual a empresa que elabora os projetos básico e executivo é a mesma que executa as obras. Caberá ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) fiscalizar a elaboração do projeto e a execução do empreendimento. 

As propostas para a licitação serão abertas em 28 de dezembro, data em que será conhecida a empresa ou consórcio vencedor vai executar o projeto de engenharia e as obras.