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“É o retrato da corrupção”: Maria do Carmo critica abandono de ruas sem asfalto no interior do Amazonas

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A pré-candidata ao governo do Amazonas Maria do Carmo Seffair elevou o tom das críticas durante agenda no interior do estado e classificou a situação de infraestrutura em municípios como um símbolo direto de má gestão pública. Durante visita ao município de Envira, a empresária e líder política afirmou que o cenário encontrado, marcado por ruas sem asfalto e dificuldades de mobilidade, representa “o retrato da corrupção”.

A declaração ocorreu após a pré-candidata percorrer bairros da cidade e constatar de perto as condições precárias enfrentadas pela população. Segundo relatos de moradores e lideranças locais, cerca de 70% das vias urbanas de Envira não possuem pavimentação, o que impacta diretamente o dia a dia dos habitantes, especialmente em períodos de chuva, quando o deslocamento se torna ainda mais difícil.

Durante a visita, Maria do Carmo enfrentou as mesmas dificuldades relatadas pela população. Em alguns trechos, o acesso só foi possível com o uso de quadriciclo, enquanto em outros pontos foi necessário atravessar estruturas improvisadas construídas pelos próprios moradores para garantir o mínimo de mobilidade.

Ao comentar a situação, a pré-candidata não poupou críticas e associou diretamente o problema à forma como os recursos públicos vêm sendo administrados no estado. Para ela, a falta de infraestrutura básica em cidades do interior não é apenas um problema administrativo, mas sim reflexo de anos de descaso e ausência de prioridade na aplicação de investimentos.

A agenda em Envira faz parte de uma série de visitas realizadas por Maria do Carmo nas calhas dos rios Purus e Juruá, regiões historicamente marcadas por dificuldades logísticas e carência de serviços públicos. Até o momento, a pré-candidata já percorreu diversos municípios do interior, ouvindo demandas e reunindo informações que devem embasar seu plano de governo para 2026.

O discurso adotado durante a visita reforça uma linha política que vem sendo construída ao longo de sua pré-campanha: a de que problemas estruturais do Amazonas, como infraestrutura precária, segurança e serviços básicos deficientes, estão diretamente ligados à má gestão e à falta de eficiência administrativa. Em outras ocasiões, Maria do Carmo já havia associado dificuldades enfrentadas pela população a falhas de gestão, afirmando que “falta comando e sobra discurso”, ao criticar a condução do estado em áreas essenciais.

A situação de Envira, no entanto, ganhou peso simbólico dentro desse discurso. A ausência de pavimentação em grande parte da cidade expõe uma realidade comum em municípios do interior amazônico, onde o crescimento urbano muitas vezes não é acompanhado por investimentos em infraestrutura básica. Especialistas apontam que a falta de aplicação adequada de recursos públicos pode comprometer diretamente o desenvolvimento social e econômico dessas regiões, ampliando desigualdades e dificultando o acesso da população a serviços essenciais.

Nos bastidores políticos, a visita também é vista como um movimento estratégico. Ao levar a pré-campanha para o interior e destacar problemas concretos enfrentados pela população, Maria do Carmo busca se posicionar como uma alternativa ao modelo atual de gestão, ampliando sua presença fora da capital e fortalecendo seu discurso de oposição.

O cenário encontrado em Envira, marcado por ruas sem asfalto, improvisos e dificuldades de locomoção, acaba se transformando não apenas em uma pauta local, mas em um símbolo político dentro da disputa eleitoral que se aproxima. A forma como esse tipo de problema será explorado pelos pré-candidatos tende a ganhar ainda mais relevância nos próximos meses, à medida que a corrida pelo governo do Amazonas se intensifica e o debate sobre gestão pública passa a ocupar o centro da disputa.