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Defesa de Roberto Cidade Reitera Legalidade de Contratos e Nega Participação em Gestão Empresarial

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Transparência e Histórico: Grupo familiar afirma que presta serviços ao Estado há mais de duas décadas e que processos seguem rigorosamente a Lei de Licitações

MANAUS – Em resposta às recentes publicações e questionamentos sobre o volume de contratos firmados entre empresas de seus familiares e o Poder Público, o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e governador em exercício, Roberto Cidade, mantém uma postura de defesa baseada na legalidade jurídica e no distanciamento administrativo.

​A defesa técnica e a assessoria do parlamentar destacam que as ilações sobre favorecimento político carecem de fundamento fático, apresentando três pilares principais de justificativa:

1. Desligamento Formal em 2018

​Um dos principais argumentos apresentados por Roberto Cidade é o seu desligamento total do quadro societário das empresas da família. Segundo documentos registrados na Junta Comercial, o parlamentar afastou-se das atividades empresariais antes de assumir seu primeiro mandato na Aleam, em 2018.

“O deputado não possui qualquer ingerência, poder de decisão ou participação nos lucros das empresas mencionadas, dedicando-se exclusivamente à vida pública e ao mandato conferido pelo povo amazonense”, afirma a assessoria em nota.

2. Histórico de Atuação no Mercado

​A defesa sustenta que as empresas do grupo familiar — como a Navegação Cidade — não surgiram com a ascensão política de Roberto Cidade. Pelo contrário, são organizações com mais de 20 anos de atuação no mercado da Região Norte, possuindo contratos com o Governo Federal, prefeituras de diversos matizes políticos e o Governo do Estado em gestões anteriores à atual. O argumento é que o “know-how” e a capacidade técnica operacional (frota própria e logística) as tornam competitivas em certas licitações.

3. Rigor nos Processos Licitatórios

​Quanto aos valores que somam quase R$ 80 milhões, a defesa e o próprio Governo do Amazonas argumentam que:

  • Menor Preço: Os contratos são frutos de pregões eletrônicos e concorrências públicas onde o critério de seleção é o menor preço oferecido ao erário.
  • Execução dos Serviços: Não há, até o momento, condenações transitadas em julgado que comprovem a não prestação dos serviços contratados (locação de veículos e balsas).
  • Fiscalização: Todos os pagamentos passam pelo crivo dos órgãos de controle interno e são publicados em tempo real no Portal da Transparência, o que, segundo a defesa, demonstra a ausência de intenção de ocultar dados.

Posicionamento Político

​Aliados de Roberto Cidade afirmam que o ressurgimento destas pautas em 2026 possui motivação puramente eleitoral. Para o grupo político do parlamentar, tenta-se criar um “desgaste de imagem” ao confundir o sucesso empresarial de seus parentes com o exercício de sua função pública.

“O uso político de dados da transparência para atacar a honra de familiares de homens públicos é uma prática comum em anos de pleito, mas que não se sustenta diante da análise fria dos editais e da prestação de contas aprovada”, declarou um interlocutor da base governista.