Manaus (AM) – O prefeito David Almeida (Avante) vai gastar R$ 7.151.881,85 com serviço de buffet tipo coquetel por meio do Pregão Eletrônico N 142/2023 em meio aos pedidos de empréstimo alegando falta de recursos na Prefeitura de Manaus. A contratação é para atender órgãos da prefeitura.

Em novembro, Davi tentou fazer empréstimo no valor de R$ 600 milhões, mas o pedido foi rejeitado na Câmara Municipal de Manaus (CMM). No mês seguinte, o prefeito enviou um novo pedido com valor menor, de R$ 580 milhões, que foi aprovado em regime de urgência. Em três anos, o prefeito já endividou o município em mais de R$ 1 bilhão.

Porém, apesar dos empréstimos, o prefeito se recusou a pagar o abono do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) aos professores da rede municipal alegando falta de dinheiro.

O não pagamento do Fundeb atingiu em cheio os profissionais da educação que foram para frente da prefeitura protestar contra a decisão de David.

David, que buscará a reeleição em 2024, se envolveu em diversas polêmicas durante o ano de 2023.

No auge do fumaceiro que atingiu a cidade, o prefeito viajou sem dar nenhum tipo de comunicado e sem passar o cargo de forma interina para o vice-prefeito. Nesse período, a cidade atingiu a triste marca de pior poluição do ar, segundo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva).

Não bastasse a poluição e a seca histórica que atingiu o Amazonas, agravada pelo fenômeno El Ninho, a prefeitura não moveu uma palha para aumentar o número de árvores na cidade, ao contrário. Pra construir uma passarela na Avenida Ephigênio Salles, a prefeitura retirou 50 árvores.

A retirada coincidiu com os registros de temperaturas elevadas que chegou a 40º C, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a capital do Amazonas é a terceira menos arborizada do país, com apenas 23% da área.

Mas para o prefeito David Almeida, a cidade é uma das mais arborizadas. “Então se você for colocar os 100% do nosso território, nós temos a cidade que tem um maior território com árvores. O território total. Uma das mais arborizadas. Isso é um discurso que não cabe”, disse David em discurso negacionista.

Passo em falso

O evento promovido todos os anos com dinheiro público foi parar na Justiça, após a Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM) expedir recomendação à Prefeitura de Manaus e à Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (ManausCult) para suspender a cobrança de ingressos, em qualquer modalidade, e a troca de garrafas pets ou alimentos para acesso às atrações do festival #SouManaus Passo a Paço 2023. Conforme a prefeitura o gasto com o evento foi de R$ 13 milhões.

O juiz Paulo Fernando de Britto Feitoza, da Comarca de Manaus, deu quatro dias para que a Prefeitura de Manaus preste esclarecimentos sobre a venda de ingressos e a limitação de acesso às principais atrações do festival. A ordem consta em despacho assinado na tarde desta terça-feira (29) no âmbito de ação movida pela DPE-AM.

Fogo na feira

Nem mesmo os repasses no valor de R$ 30 foi suficiente para a prefeitura iniciar a reforma nas feiras da cidade, uma das promessas de campanha de David Almeida.

Em péssimas condições de higiene e colocando em risco a vida dos permissionários, que viram o movimento de clientes cair ao longo dos anos, os locais apresentam destelhamento, vazamento e até problemas graves de energia.

Foi o caso da Feira do Santo Antônio, na zona Oeste de Manaus, que ficou destruída após incêndio causado possivelmente por defeito no quadro de energia. Duas pessoas ficaram feridas.

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