Menu

Caso Henry Borel: Monique Medeiros se entrega à polícia após STF revogar liberdade

WhatsApp
Facebook
Telegram
X
LinkedIn
Email
Mãe do menino Henry Borel volta à prisão por determinação da Suprema Corte; decisão atende a recurso que aponta gravidade do crime e risco à ordem pública.

Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, entregou-se às autoridades policiais na noite desta segunda-feira (20), no Rio de Janeiro. A movimentação ocorre após o Supremo Tribunal Federal (STF) revogar a decisão que permitia que ela aguardasse o julgamento em liberdade. Monique é ré, junto com o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, pela morte da criança em março de 2021.

A decisão da Suprema Corte reformula o entendimento anterior e determina o retorno imediato à prisão preventiva. O Judiciário acolheu os argumentos de que a liberdade da ré poderia comprometer a ordem pública, dada a extrema brutalidade e a repercussão do crime que chocou o país.

O vai e vem jurídico

Desde o início do processo, a defesa de Monique tem travado uma batalha jurídica para mantê-la fora do sistema prisional, alegando ameaças sofridas no cárcere e problemas de saúde mental. No entanto, o STF entendeu que os requisitos para a manutenção da prisão preventiva permanecem válidos e necessários para a instrução do processo.

Henry Borel morreu aos 4 anos de idade devido a múltiplas lesões e hemorragia interna provocadas por ação contundente, sofridas enquanto estava no apartamento onde Monique vivia com o então padrasto da criança, Dr. Jairinho.

Próximos passos

Com a apresentação voluntária, Monique passou pelos procedimentos de praxe e será encaminhada de volta ao Instituto Penal Oscar Stevenson. O caso segue em tramitação para o Tribunal do Júri, onde os réus enfrentarão as acusações de homicídio triplamente qualificado e tortura.