A Polícia Federal deflagrou nesta 5ª feira (14.mai.2026) a 6ª fase da Operação Compliance Zero, que teve como principal alvo Henrique Moura Vorcaro, pai do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. A ação foi autorizada pelo ministro do STF André Mendonça.
Segundo a PF, a nova etapa mira um grupo suspeito de atuar em monitoramento ilegal, intimidação de adversários, obtenção clandestina de dados sigilosos e ataques cibernéticos ligados ao caso Banco Master.
Além de Henrique Vorcaro, a investigação cita policiais federais da ativa e aposentados suspeitos de acessar ou repassar informações sigilosas para a organização investigada. Também aparecem entre os alvos integrantes de núcleos conhecidos como “A Turma” e “Os Meninos”, apontados como responsáveis por operações presenciais e digitais de espionagem e intimidação.
De acordo com a decisão de André Mendonça, a PF identificou uma “estrutura criminosa sofisticada”, formada por operadores financeiros, hackers e agentes especializados em invasões telemáticas e coleta ilegal de informações.
Entre os nomes mencionados nas investigações estão Victor Lima Sedlmaier e Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos, apontados como integrantes do núcleo técnico responsável pelo suporte operacional do grupo.
A PF afirma que Henrique Vorcaro mantinha “vínculo funcional intenso” com os integrantes da organização, sendo apontado como beneficiário e financiador das atividades investigadas. Segundo a corporação, ele seguia em contato com operadores do grupo mesmo após o avanço das investigações.
A operação cumpriu 7 mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Também houve bloqueio de bens e medidas cautelares contra investigados.
A PF pediu a prisão preventiva de 7 investigados. Eis quem são:
- Henrique Moura Vorcaro — pai de Daniel Vorcaro; é apontado pela PF como “demandante, beneficiário e operador financeiro” do grupo;
- David Henrique Alves — identificado como líder do núcleo hacker “Os Meninos”;
- Victor Lima Sedlmaier — investigado por atuar como operador auxiliar do braço digital do grupo;
- Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos — apontado como integrante do núcleo de monitoramento telemático ilegal;
- Manoel Mendes Rodrigues — descrito pela PF como operador do jogo do bicho e articulador de ações intimidatórias no Rio de Janeiro;
- Anderson Wander da Silva Lima — agente da Polícia Federal da ativa suspeito de realizar consultas indevidas em sistemas internos;
- Sebastião Monteiro Júnior — policial federal aposentado apontado como integrante do núcleo “A Turma”.
Além das prisões, a PF solicitou medidas cautelares contra outros investigados. São eles:
- Erlene Nonato Lacerda;
- Helder Alves de Lima;
- Katherine Venâncio Telles;
- Valéria Vieira Pereira da Silva — delegada da PF suspeita de repassar informações sigilosas;
- Francisco José Pereira da Silva — agente aposentado investigado por acesso indevido a dados reservados;
- Marilson Roseno da Silva — apontado pela PF como líder operacional da “Turma”.











