O Brasil não deve ficar de fora do mercado de “carro voadores“. Apesar da novidade ainda não ter decolado por aqui, uma pesquisa aponta que 780 exemplares foram reservados, posicionado o país em posição de destaque — apenas atrás dos Estados Unidos e China no setor.

Carros voadores no Brasil

Carro voador EVE
A Eve vai produzir carros voadores em nova linha de produção instalada em Taubaté (SP). (Imagem: Divulgação/ Eve Air Mobility)

Quanto custam as aeronaves?

Para ter uma ideia, o modelo vendido pela Gohobby custa a partir de US$ 515 mil, mais de R$ 2,6 milhões na cotação atual sem taxas. O modelo tem autonomia mais curta de 30 km e leva apenas 25 minutos para carregar.

A startup brasileira Vertical Connect também apresentou no início de 2024 o Gênesis X1, um carro voador autônomo capaz de decolar sem piloto a bordo que leva até quatro pessoas. O veículo oferece 120 km de alcance por carga, segundo o fabricante, e também deve custar mais de R$ 2 milhões. A aeronave em questão ainda não recebeu autorização da Anac para testes.

eVTOL brasileiro (veículos elétricos de pouso e decolagem vertical) será fabricado em Itaitinga, no Ceará:

A startup brasileira Vertical Connect deve apresentar este ano uma família de “carros voadores” ou eVTOLs (veículos elétricos de pouso e decolagem vertical) chamada Gênesis.
Com 8 motores elétricos (um para cada hélice), a aeronave possui 5 m de comprimento, 4,8 m de largura e 1,40 m de altura. Imagem: Divulgação/Vertical Connect

Quando os carros voadores vão decolar no Brasil?

É esperado que em 2026 os primeiros carros voadores já estejam voando nos céus do Brasil. A Anac ainda não determinou todas as normas para operar com os veículos no país, o que pode atrasar o início das operações.

Outras empresas também aguardam o sinal verde das autoridades para testar mais modelos por aqui. Alguns serão destinados para o transporte de carga se enquadram na categoria de drones e, por isso, receberão homologação mais cedo. A Vertical Connect, por exemplo, possui uma versão compacta para pulverização em plantações que sai mais “em conta”, cerca de R$ 1,2 milhão (ou R$ 999 mil em valor promocional).

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