Por: [Manuel Menezes]
HUMAITÁ (AM) – O cenário de incertezas que cerca a pavimentação da BR-319 ganhou uma reação contundente de uma das lideranças emergentes do sul do Amazonas. O pré-candidato a deputado estadual Felipe Lobo, natural de Humaitá, manifestou sua profunda indignação com a postura de organizações não governamentais (ONGs) que intensificaram ações para paralisar as obras de recuperação da rodovia.
Para Lobo, a atuação dessas entidades, muitas vezes financiadas por capitais externos, ignora a realidade humana de quem vive às margens da estrada e depende dela para o básico, como saúde e alimentação.
O “Cerco” das ONGs sob a ótica regional
Ao analisar as recentes tentativas de embargos judiciais contra o “Trecho do Meio”, Felipe Lobo foi enfático ao classificar a movimentação como uma afronta à soberania do povo amazonense.
”É muito fácil para quem está em escritórios climatizados em Brasília ou na Europa assinar uma petição para paralisar a BR-319. Quero ver essas ONGs virem aqui para o atoleiro, sentir o que o morador de Humaitá e de Manicoré sente quando não consegue transportar um doente. O Amazonas não é um museu; é um estado com gente que tem pressa e sede de dignidade”, afirmou Felipe.
Hipocrisia Ambiental
Felipe Lobo argumenta que o discurso de preservação utilizado pelas organizações é contraditório. Segundo ele, o abandono da estrada é o que realmente atrai a ilegalidade, pois retira a presença do Estado na região.
”A grande hipocrisia é dizer que o asfalto destrói. O que destrói é a ausência do Estado. Sem estrada, não há fiscalização eficiente, não há postos fixos de controle e o povo fica à mercê da sorte. O asfalto traz a lei, traz a ordem e traz o desenvolvimento sustentável. Essas ONGs estão prestando um desserviço ao meio ambiente ao manter a rodovia como uma terra de ninguém”, pontuou o pré-candidato.
A voz do Sul do Amazonas
Conhecedor das dificuldades logísticas da calha do Rio Madeira, Felipe Lobo reforça que sua posição é técnica e humanitária. Para ele, a BR-319 é a espinha dorsal da economia do interior e não pode ser usada como moeda de troca ideológica.
”Não vamos mais aceitar esse cerco ideológico. O povo de Humaitá e de todo o Amazonas já decidiu que quer a estrada. Como pré-candidato e, acima de tudo, como cidadão que nasceu nesta terra, meu compromisso é denunciar esse boicote que tentam fazer contra o nosso futuro. O Amazonas tem dono, e é o seu povo, não as ONGs”, concluiu Lobo.
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