Governo Lula articula PEC da Segurança sem redução da maioridade penal e enfrenta pressão no Senado

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Planalto quer aprovar proposta sem mudanças para viabilizar novo Ministério da Segurança Pública, enquanto oposição insiste na responsabilização penal de adolescentes a partir dos 16 anos, ou dos 14 em crimes graves.

Por Redação MVE

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva articula, nesta terça-feira (3), a aprovação da PEC da Segurança Pública sem incluir a redução da maioridade penal. A estratégia, confirmada pelo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, provocou novo embate político no Senado.

Segundo o Metrópoles, o Planalto pretende manter o texto aprovado pela Câmara dos Deputados em março, evitando alterações que obrigariam a proposta a retornar à Casa. O objetivo é acelerar a aprovação da PEC e abrir caminho para a criação do Ministério da Segurança Pública, compromisso anunciado por Lula. Metropoles+1

Maioridade penal divide governo e oposição

A oposição defende mudanças mais amplas na responsabilização criminal de adolescentes. Uma emenda apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) propõe reduzir a maioridade penal para 16 anos em crimes comuns e 14 anos em determinadas infrações graves.

O senador Camilo Santana (PT-CE) apresentou uma alternativa que estabelece a redução para 16 anos exclusivamente em crimes hediondos.

Entretanto, o governo decidiu defender que essa discussão aconteça em uma PEC separada, já em tramitação na Câmara. José Guimarães declarou que a posição do Executivo não significa rejeição ao debate sobre a maioridade penal, mas uma tentativa de impedir novos atrasos. Metropoles+1

Prioridade de Lula é criar o novo ministério

A PEC 18/2025 também estabelece mecanismos de integração entre União, estados e municípios, amplia atribuições de órgãos policiais, prevê mais recursos para segurança pública e endurece regras aplicáveis a lideranças de facções criminosas.

O governo sustenta que essas mudanças são fundamentais para fortalecer o combate ao crime organizado.

A oposição, por sua vez, insiste que a redução da maioridade penal deve integrar a discussão sobre segurança, especialmente diante da participação de adolescentes em crimes graves. Senado Notícias+1

Debate sobre segurança continua no Congresso

A divergência coloca em discussão duas questões distintas: a reorganização das instituições de segurança pública e os limites da responsabilização penal de adolescentes.

A primeira é o foco da PEC defendida pelo governo. A segunda envolve alterações constitucionais e exige análise específica de seus efeitos jurídicos e sociais.

A proposta estava prevista para votação no Senado nesta terça-feira (3), mas sua aprovação ainda dependia da deliberação dos parlamentares.

O ponto central do impasse é saber se o Congresso aprovará primeiro a reorganização da segurança pública ou se condicionará o avanço da PEC à discussão sobre a maioridade penal.