Por: Redação MVE
A Copa do Mundo de 2026 marca uma mudança histórica na televisão brasileira. Pela primeira vez em 56 anos, a TV Globo não transmitirá uma das semifinais do Mundial, encerrando uma tradição que acompanhava a emissora desde sua primeira cobertura da competição.
A ausência da Globo na transmissão do confronto entre França e Espanha, disputado nesta terça-feira (14), não ocorreu por falta de interesse da emissora, mas sim em razão do modelo de comercialização dos direitos de transmissão adotado para a Copa de 2026.
CazéTV teve prioridade na escolha
A CazéTV, que adquiriu os direitos para exibir os 104 jogos da Copa do Mundo de 2026, possui prioridade para definir quais partidas seriam transmitidas com exclusividade. Exercendo esse direito, a plataforma comandada por Casimiro Miguel escolheu o duelo entre França e Espanha como exclusivo de sua programação.
Com isso, a Globo ficou com a transmissão da outra semifinal, entre Inglaterra e Argentina, marcada para quarta-feira (15), partida que também será exibida por outras emissoras e plataformas.
Mudança no mercado de transmissões
A divisão dos direitos representa uma transformação no mercado brasileiro de transmissões esportivas. Diferentemente de edições anteriores, em que a Globo concentrava praticamente toda a cobertura televisiva da Copa do Mundo, o torneio de 2026 passou a contar com diferentes detentores de direitos, ampliando a concorrência entre TV aberta, streaming e plataformas digitais.
Especialistas apontam que o novo modelo reflete a crescente importância das plataformas digitais no consumo de eventos esportivos ao vivo, cenário que vem modificando a forma como grandes competições chegam ao público.
Fim de uma sequência histórica
Desde 1970, quando iniciou sua trajetória na cobertura dos Mundiais, a Globo havia exibido praticamente todas as semifinais das Copas do Mundo. A edição de 2026 interrompe essa sequência e simboliza uma nova fase na disputa pelos direitos de transmissão dos principais eventos esportivos do planeta.
