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“Sem pizza e sem Heineken”: novo presídio militar terá regras rígidas para PMs transferidos em Manaus

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Unidade prisional na BR-174 foi preparada após fuga de policiais militares e promete controle mais rigoroso sobre regalias dentro das celas

A transferência de dezenas de policiais militares presos para a nova Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM-AM), localizada na BR-174, em Manaus, trouxe à tona detalhes sobre as regras rígidas que passarão a valer dentro da nova estrutura.

Durante coletiva e visitas técnicas realizadas na unidade, autoridades afirmaram que o novo presídio militar não permitirá regalias que teriam se tornado comuns no antigo núcleo prisional da PM, na zona norte da capital.

A frase “sem pizza e sem Heineken” acabou viralizando após ser utilizada por autoridades ao comentar a mudança no modelo de custódia dos policiais militares presos no Amazonas.

Nova unidade substitui antigo núcleo após fuga

A nova UPPM-AM começou a funcionar após a repercussão da fuga de 23 policiais militares registrada no antigo núcleo prisional da PMAM, no bairro Monte das Oliveiras, em fevereiro deste ano.

O episódio provocou investigações, mudanças internas e forte pressão sobre a Polícia Militar e a Secretaria de Administração Penitenciária do Amazonas (Seap).

Com isso, o governo estadual decidiu transferir os custodiados para uma estrutura considerada mais segura e com fiscalização reforçada.

A nova unidade funciona em área próxima ao Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), na BR-174.

Regras mais duras e fim de privilégios

Segundo autoridades que acompanham a operação, o novo presídio contará com:

  • monitoramento permanente;
  • controle rigoroso de visitas;
  • fiscalização de alimentação;
  • restrição de objetos pessoais;
  • e revista reforçada para impedir entrada de celulares e produtos irregulares.

A declaração sobre “pizza e Heineken” faz referência a denúncias antigas envolvendo supostas regalias dentro do antigo núcleo prisional militar, onde presos teriam acesso facilitado a alimentos diferenciados, bebidas e aparelhos eletrônicos.

Agora, a promessa das autoridades é de tratamento padronizado e fiscalização semelhante à aplicada no sistema penitenciário estadual.

Operação teve protestos de familiares

A transferência dos policiais militares presos ocorreu durante a Operação Sentinela Maior, coordenada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM), Polícia Militar e Seap.

A ação contou com forte esquema de segurança e provocou protestos de familiares dos custodiados. Vídeos divulgados nas redes sociais mostraram parentes tentando impedir a saída dos ônibus utilizados na remoção dos presos.

Segundo advogados ligados aos policiais presos, familiares temem que os militares acabem sendo enviados futuramente para unidades comuns do sistema penitenciário.

Unidade deve receber mais de 80 custodiados

De acordo com informações divulgadas pelas autoridades, a nova estrutura já concentra mais de 80 policiais militares presos.

Os principais crimes atribuídos aos internos incluem:

  • homicídio;
  • roubo;
  • extorsão;
  • crimes sexuais;
  • e sequestro.

O Ministério Público informou que continuará fiscalizando a nova unidade prisional para garantir cumprimento das normas de segurança e impedir novos episódios de fuga ou entrada irregular de objetos proibidos.

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