Por: [Manuel Menezes]
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) recebeu do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) a Licença de Instalação (LI) nº 1558/2026, autorizando a construção de três pontes de concreto no chamado Trecho do Meio da BR-319, rodovia que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO).
A autorização representa mais um passo no processo de reestruturação da rodovia, considerada uma das mais estratégicas da região Norte.
Pontes serão construídas em igarapés estratégicos
As obras contemplam a substituição de travessias antigas por estruturas definitivas de concreto sobre três importantes igarapés:
- Igarapé Santo Antônio (km 575,73)
- Igarapé Realidade (km 590,13)
- Igarapé Fortaleza (km 601,00)
O trecho está localizado entre os municípios de Humaitá e Manaus e é considerado o segmento mais crítico da BR-319.
Segundo o DNIT, as novas estruturas devem garantir mais segurança viária, reduzir o tempo de deslocamento e melhorar a trafegabilidade, especialmente no período de chuvas, quando a estrada sofre com atoleiros e isolamento.
Trecho do Meio é o ponto mais crítico da rodovia
O chamado “Trecho do Meio” compreende aproximadamente 400 km da BR-319, entre os quilômetros 250 e 655, e é historicamente o maior desafio da rodovia.
Construída na década de 1970, a estrada perdeu trafegabilidade ao longo dos anos por falta de manutenção adequada, tornando-se praticamente intransitável em diversos períodos do ano.
Hoje, a recuperação desse trecho depende de licenciamento ambiental e é alvo de debates entre governo federal, ambientalistas e setores econômicos.
Licença tem validade de três anos

A Licença de Instalação emitida pelo IBAMA tem validade de três anos e estabelece condicionantes ambientais obrigatórias para a execução das obras.
O DNIT afirma que todas as exigências ambientais serão cumpridas, com monitoramento constante e execução de programas de mitigação de impactos.
Obra é considerada estratégica para a Amazônia
A BR-319 é considerada a única ligação terrestre direta entre o Amazonas e o restante do país, sendo essencial para o transporte de:
- Alimentos
- Combustíveis
- Medicamentos
- Insumos industriais
Além disso, a rodovia tem papel estratégico na integração logística da região Norte e no abastecimento de municípios isolados.
Debate ambiental segue intenso
Apesar do avanço das obras, o trecho segue cercado de debates ambientais.
Especialistas e entidades alertam para o risco de aumento do desmatamento na região caso a pavimentação completa avance sem controle rigoroso, devido ao chamado “efeito espinha de peixe”, comum em áreas abertas por rodovias na Amazônia.
Por outro lado, setores econômicos e políticos defendem que a obra é essencial para reduzir o isolamento histórico da região e garantir desenvolvimento.
Investimento e próximos passos
A nova etapa integra um conjunto maior de ações previstas para o Trecho do Meio, incluindo outros editais de obras e melhorias estruturais já em andamento.
O DNIT reforça que o objetivo é garantir mobilidade, segurança e integração regional, sem abrir mão das exigências ambientais impostas pelo IBAMA.
📌 Fonte: DNIT / IBAMA / Secretaria de Comunicação Social











