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Navio com hantavírus inicia desembarque nas Ilhas Canárias após alerta sanitário internacional

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Autoridades espanholas iniciaram neste domingo (10) a operação de desembarque dos passageiros do navio de cruzeiro MV Hondius, que se tornou centro de um alerta sanitário internacional após um surto de hantavírus registrado a bordo. O caso já deixou mortos e mobilizou governos, equipes médicas e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O navio chegou às Ilhas Canárias, na Espanha, após dias em quarentena no Oceano Atlântico. A embarcação transportava passageiros e tripulantes de mais de 20 países e vinha sendo monitorada devido ao avanço dos casos da doença durante a viagem.

Segundo autoridades internacionais, pelo menos três mortes já foram relacionadas ao surto registrado no cruzeiro, além de diversos casos suspeitos e confirmados da doença.

O hantavírus é uma doença rara, transmitida principalmente pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados. A cepa identificada no navio é a variante Andes, considerada a única com possibilidade de transmissão limitada entre humanos.

A chegada do navio provocou uma grande operação de emergência nas Ilhas Canárias. Passageiros começaram a deixar a embarcação sob rígidos protocolos sanitários, incluindo uso de equipamentos de proteção, isolamento e monitoramento médico. Alguns países enviaram aeronaves especiais para repatriar seus cidadãos.

A Espanha confirmou que passageiros espanhóis serão encaminhados para unidades de isolamento de alto nível em Madri, onde permanecerão sob quarentena e observação médica. O período de incubação do vírus pode chegar a cerca de 45 dias, aumentando a preocupação das autoridades de saúde.

A Organização Mundial da Saúde acompanha diretamente a situação e coordena o rastreamento internacional dos contatos dos passageiros. Apesar da gravidade do caso, especialistas afirmam que o risco de uma epidemia global é considerado baixo devido à dificuldade de transmissão do hantavírus.

Mesmo assim, o episódio gerou tensão internacional e reacendeu memórias da pandemia de covid-19, principalmente pelo envolvimento de diferentes países, quarentenas internacionais e operações sanitárias de emergência em aeroportos e portos europeus.