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Prefeitura de Manaus intensifica fiscalização e mira imóveis abandonados no Centro Histórico

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A Prefeitura de Manaus ampliou as ações de fiscalização no Centro Histórico e colocou no radar imóveis abandonados que há anos marcam a paisagem da região. A iniciativa, coordenada pelo Implurb, faz parte de um esforço contínuo para mapear, monitorar e pressionar pela recuperação de prédios históricos degradados.

Dentro da rotina de vistorias, técnicos da Gerência de Patrimônio Histórico (GPH) vêm atuando diretamente em campo com apoio de tecnologia. Utilizando o aplicativo ArcGIS Field Maps, equipes já inspecionaram locais como o prédio da Beneficente Portuguesa, além das escolas estaduais Ribeiro da Cunha e Saldanha Marinho — que, após reformas, deixaram a lista de imóveis abandonados. A Praça dos Remédios também entrou no pacote de inspeções recentes.

Mapeamento digital e controle em tempo real

O trabalho agora é feito com coleta digital de dados, transmitidos em tempo real para os sistemas do Implurb. A ação busca atualizar o Decreto Municipal nº 7.176/2004, que regulamenta as unidades de interesse de preservação no Centro Histórico.

Ao todo, o monitoramento envolve um universo de 1.656 imóveis e terrenos, além de dez praças e 11 armazéns portuários. As vistorias em imóveis abandonados ocorrem, no mínimo, a cada trimestre, numa tentativa de evitar o avanço da degradação.

Responsabilidade e pressão sobre proprietários

A gerente da GPH, Landa Bernardo, reforçou que a responsabilidade pela recuperação dos imóveis é, прежде de tudo, dos proprietários.

“Cabe aos donos a manutenção e uso das edificações. Ao poder público compete fiscalizar, orientar e criar condições para que esses imóveis voltem a ter função social”, destacou.

A fala evidencia um dos principais gargalos: muitos imóveis seguem abandonados por falta de interesse ou investimento dos proprietários, o que contribui para o avanço da deterioração no Centro.

Programa “Nosso Centro” tenta reverter cenário

A ofensiva faz parte do programa “Nosso Centro”, que busca requalificar a área histórica e estimular a ocupação urbana com respeito ao patrimônio cultural.

Segundo dados da prefeitura, em 2025, dez imóveis saíram oficialmente da condição de abandono após passarem por processos de licenciamento e início de obras. Com isso, o número de edificações abandonadas caiu de 177 para 167 — uma redução considerada gradual, mas ainda distante do ideal.

Entre os projetos já entregues dentro da iniciativa estão espaços como o mirante Lúcia Almeida, o largo de São Vicente e o casarão Thiago de Mello, que vêm sendo utilizados como exemplos de revitalização urbana.

População entra como aliada

A prefeitura também tenta envolver a população no processo de fiscalização. Denúncias sobre imóveis abandonados, vandalizados ou em estado crítico podem ser feitas diretamente à Gerência de Patrimônio Histórico.

O objetivo é ampliar o controle social e acelerar a identificação de problemas, diante de um cenário em que o abandono ainda é visível em diversos pontos do Centro Histórico de Manaus.

Desafio ainda está longe de acabar

Apesar dos avanços, a realidade ainda expõe um Centro marcado por prédios fechados, estruturas comprometidas e uso reduzido de espaços históricos.

A intensificação das vistorias mostra que o poder público tenta reagir — mas o ritmo da recuperação ainda levanta questionamentos sobre a efetividade das ações diante da dimensão do problema.


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