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Doutor Amadeu sobe o tom contra recomposição do Executivo e vota contra projeto em Humaitá

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Vereador critica prioridade da Câmara, questiona impacto financeiro e afirma que “legalidade não significa oportunidade”

A sessão da Câmara Municipal de Humaitá que aprovou o Projeto de Lei nº 001/2026 — responsável por atualizar os subsídios do prefeito, vice-prefeito e secretários municipais — teve como principal voz de oposição o vereador Doutor Amadeu.

Em um dos discursos mais contundentes da noite, o parlamentar criticou o momento da votação e afirmou que o debate vai além da legalidade formal.

“Legal pode ser. Mas a pergunta é: é oportuno agora?”, declarou durante a sessão.

Crítica à prioridade da pauta

O projeto aprovado atualiza os salários para:

  • Prefeito: de R$ 18 mil para R$ 30 mil
  • Vice-prefeito: de R$ 15 mil para R$ 25 mil
  • Secretários: de R$ 5 mil para R$ 10 mil

A justificativa oficial sustenta que se trata de recomposição inflacionária com base no IPCA acumulado entre 2012 e 2025.

Doutor Amadeu, porém, argumentou que a discussão deveria considerar a realidade econômica do município.

“Temos ruas precisando de infraestrutura, temos demandas na saúde, temos necessidades urgentes na assistência social. A população precisa entender se essa é a prioridade neste momento”, afirmou.

Discurso mais incisivo no plenário

Durante sua manifestação, o vereador reforçou que sua posição não era pessoal, mas institucional.

“Meu voto não é contra pessoas. É uma posição de responsabilidade com o dinheiro público”, disse.

Em outro trecho, afirmou que o Legislativo não deve apenas validar atos jurídicos, mas exercer julgamento político e social.

“O papel do vereador não é carimbar projeto. É avaliar, questionar e representar a população.”

A fala gerou reações da base governista, que sustentou que a medida apenas corrige perdas acumuladas ao longo de mais de uma década.

Voto contrário e justificativa final

Ao encaminhar seu voto, Doutor Amadeu declarou posição contrária à matéria.

“Não posso votar favorável a algo que, no meu entendimento, não reflete a prioridade da maioria da população neste momento”, concluiu.

Mesmo com o voto contrário da oposição, o projeto foi aprovado pela maioria dos vereadores e posteriormente sancionado pelo prefeito Dedei Lobo.

Impacto político

A postura de Doutor Amadeu consolida sua atuação como principal voz crítica no plenário em temas de impacto financeiro.

Enquanto a base sustenta que a medida é constitucional e legal, a oposição passa a explorar o debate sob o ponto de vista político e social.

A sessão deixou claro que a Câmara entra em uma fase de embates mais intensos em votações que envolvem recursos públicos e prioridades administrativas.