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PF apreende bens de luxo em operação contra desvio no INSS

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Órgão policial desarticula esquema de fraudes, com prisões e confisco de artigos luxuosos; confira

Uma operação policial realizada nesta quinta-feira, 18, revelou indícios de um esquema de desvio de recursos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), envolvendo a aquisição de bens de alto valor. A Polícia Federal (PF), com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), apreendeu veículos de luxo, relógios importados, armas, joias e dinheiro em diferentes Estados e no Distrito Federal.

Entre os bens confiscados estão carros de marcas como Volvo e acessórios de grife. Um dos endereços visitados pelos agentes pertence ao senador Weverton Rocha (PDT-MA).

O parlamentar declarou que recebeu a busca com surpresa. Disse, ainda, que “com serenidade, se coloca à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas assim que tiver acesso integral a decisão”.

Prisões e o funcionamento do esquema no INSS

INSS créditos consignados Agibank
Fachada de prédio do INSS | Foto: Reprodução/Site governo federal

A ação resultou na prisão de Romeu Carvalho Antunes, filho de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, que também está preso desde setembro por operar o esquema fraudulento. Outro detido foi o advogado Eric Douglas Martins Fidelis, filho do ex-diretor de benefícios do INSS André Fidelis.

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Segundo a investigação da PF, a quadrilha descontava valores ilegais das aposentadorias e pensões, simulando filiações a associações de classe, sem consentimento dos beneficiários. O dinheiro era movimentado por empresas, familiares e intermediários, e investido em artigos de luxo para disfarçar a procedência.

As apurações mostram que havia grupos especializados na obtenção de dados, falsificação de registros em sistemas e lavagem de dinheiro. A CGU informou que as entidades alegavam prestar serviços jurídicos e médicos, mas não possuíam estrutura efetiva. Até o momento, 11 associações tiveram contratos suspensos pela Justiça.

O caso gerou instabilidade no governo federal e levou à saída do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi, substituído por Wolney Queiroz. Em julho, o governo comunicou a devolução dos valores descontados indevidamente em parcela única e estendeu para 14 de fevereiro de 2026 o prazo para questionamentos sobre os descontos.