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37 jovens e adultos quilombolas amazonenses se formam em informática

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Cursos foram viabilizados por parceria entre a prefeitura de Barreirinha e o Ministério das Comunicações

O acesso ao mundo digital deixou de ser distante para jovens e adultos de comunidades quilombolas de Barreirinha. Ao todo, 37 alunos concluíram o curso de informática básica por meio do Projeto Laboratório de Informática Itinerante Quilombola, iniciativa que tem levado conhecimento e novas oportunidades para regiões historicamente afastadas da tecnologia.

Durante a formação, os participantes aprenderam a utilizar programas essenciais, navegar na internet e acessar ferramentas digitais fundamentais para o dia a dia e o mercado de trabalho.

Uma das formandas, Clediomara Cabral, destacou a importância da oportunidade e o impacto das aulas em sua rotina.

“Eu fiquei até com saudade de vir todas as noites e de ficar lá mexendo. É uma oportunidade que nunca tivemos”, afirmou.

Curso abre portas e realiza sonhos

As aulas começaram em outubro do ano passado e foram realizadas em um laboratório de informática equipado pelo programa Computadores para Inclusão, que promove o reaproveitamento de equipamentos para fins educacionais.

Para a aluna Talyssa Karoline, a formação representa a realização de um desejo antigo.

“Foi bom a gente evoluir em uma coisa que a gente sempre esperou. Então, eu agradeço por hoje estar recebendo certificado e pelas oportunidades e outros cursos que possam vir também para que a gente possa evoluir mais”, disse.

Projeto fortalece comunidades quilombolas

A iniciativa atende três comunidades quilombolas da região e é coordenada pelo Centro Municipal de Inclusão Digital Ariramba (CMID), que atua como Ponto de Inclusão Digital (PID), promovendo educação tecnológica e inclusão social.

O projeto conta com apoio da Prefeitura de Barreirinha, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), reforçando o papel das políticas públicas na redução das desigualdades e no acesso à tecnologia.

Tecnologia como ferramenta de transformação

O programa Ministério das Comunicações, responsável pela iniciativa, destaca que a ação vai além do ensino básico, promovendo inclusão e qualificação profissional.

O ministro Frederico de Siqueira Filho ressaltou o impacto social do projeto.

“Estamos colocando essas pessoas no mercado de trabalho qualificado, além de gerar inclusão, avançamos na construção da soberania digital do nosso país, com mão de obra de qualidade”, afirmou.

Ele também destacou o reaproveitamento de equipamentos como ferramenta de transformação.

“Equipamentos que seriam descartados viram ferramentas de aprendizado, lazer e trabalho”, completou.

Caminho para novas oportunidades

Nos Centros de Recondicionamento de Computadores, equipamentos doados passam por recuperação e são utilizados em cursos gratuitos, além de serem destinados a escolas públicas e projetos sociais em todo o país.

A iniciativa busca ampliar o acesso à tecnologia, fortalecer a formação profissional e criar novas oportunidades de inserção no mercado de trabalho para comunidades que, até pouco tempo, estavam à margem da inclusão digital.

A formatura dos 37 alunos marca não apenas o fim de um ciclo, mas o início de novas possibilidades para dezenas de famílias quilombolas no Amazonas.