TEERÃ – O governo do Irã intensificou a mobilização de menores de idade para funções de segurança interna e vigilância estratégica. Através do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, o regime oficializou um programa de “voluntariado” que recruta crianças a partir dos 12 anos para integrar a milícia Basij, braço paramilitar do governo.
O programa, denominado “Combatentes Defensores da Pátria do Irã”, coloca jovens em atividades de alto risco, como patrulhamento de ruas e operação de bloqueios viários em pontos sensíveis da capital e de outros centros urbanos. Relatos indicam a presença de menores portando armamento enquanto exercem funções de sentinela.
Tragédia expõe realidade
A prática ganhou repercussão internacional após a morte de Alireza Jafari, um menino de apenas 11 anos. Ele auxiliava o pai num posto de controle da milícia Basij quando a unidade foi atingida por um bombardeio no dia 11 de março. A mãe da criança confirmou que o filho participava ativamente das patrulhas de proteção.
Violação de normas internacionais
O alistamento tem ocorrido prioritariamente em mesquitas e praças públicas ligadas à milícia Basij. Rahim Nadali, integrante da Guarda Revolucionária, afirmou que a diretriz visa preencher lacunas na segurança interna utilizando adolescentes.
Organizações internacionais de direitos humanos alertam que a utilização de menores em funções militares ou de segurança direta viola convenções globais de proteção à criança. Com a estrutura do programa já estabelecida em Teerã, a expectativa é que o regime amplie a presença desses jovens nas ruas para conter dissidências internas e ameaças externas.
Sugestão de Subtítulo:
“Programa ‘Combatentes Defensores da Pátria’ coloca menores de 12 anos em postos de controlo e patrulhas armadas, gerando alerta em organizações de direitos humanos.”











