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​PT-AM desautoriza candidaturas ao ‘governo tampão’ e abre processo disciplinar contra filiados

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​Em resolução enviada à Aleam, diretório estadual afirma que nomes de Daniel Fabiano e Dayane de Jesus não foram homologados e representam "infração ética".

Por:[Manuel Menezes]

​O Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores no Amazonas (PT/AM) oficializou, nesta semana, um posicionamento rígido de distanciamento em relação à eleição indireta para o chamado “governo tampão”. Através da Resolução nº 001/2026, a sigla declarou que não reconhece as candidaturas de seus filiados Daniel Fabiano Soares de Araújo e Dayane de Jesus Dias ao pleito.

​O documento, assinado pelo presidente estadual da legenda, o deputado Sinésio Campos, foi encaminhado formalmente à Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). O objetivo é informar ao presidente da Casa, deputado Adjuto Afonso, que qualquer movimentação desses nomes ocorre à revelia das instâncias partidárias.

​Ausência de Homologação

​De acordo com o texto aprovado pela Comissão Executiva Estadual, o partido não realizou qualquer debate, autorização ou convenção que validasse as postulações. O PT reforça que, conforme o estatuto interno, candidaturas majoritárias exigem um rito de aprovação obrigatório pelas instâncias competentes.

​”Não houve qualquer deliberação que valide as candidaturas. Com isso, o PT/AM afirma que tais nomes não representam oficialmente a legenda”, diz trecho da resolução.

​Implicações Éticas e Disciplinares

​A crise interna não se limita ao campo eleitoral. O diretório aponta que a conduta dos filiados configura, em tese, infrações disciplinares. Entre os pontos citados na resolução estão:

  • ​Atuação política em desacordo com as diretrizes do partido;
  • ​Manifestações públicas ofensivas à direção estadual;
  • ​Desrespeito à unidade partidária.

​Diante dos fatos, foi determinada a abertura de um procedimento preliminar de apuração. O Diretório Municipal de Manaus também foi notificado para acionar a Comissão de Ética e Disciplina Partidária. Caso as infrações sejam confirmadas, os envolvidos podem sofrer punições que variam de advertência à suspensão ou expulsão da sigla.

​Cenário Político na Aleam

​A decisão do PT chega em um momento de alta sensibilidade política no Amazonas. A eleição indireta para o governo do estado atrai diversos grupos interessados em gerir a transição administrativa, e o movimento de Sinésio Campos é visto nos bastidores como uma tentativa de:

  1. Blindar o partido: Evitar que desgastes individuais de candidatos avulsos manchem a imagem da sigla.
  2. Manter o Poder de Barganha: Garantir que o PT, como bloco, negocie posições de forma unificada, sem “voos solo”.
  3. Disciplina Interna: Reafirmar a autoridade da Executiva Estadual sobre os quadros do partido.

​Até o fechamento desta matéria, Daniel Fabiano Soares de Araújo e Dayane de Jesus Dias não haviam se pronunciado oficialmente sobre a resolução. O espaço segue aberto para manifestações.