Brasília — A produtora norte-americana responsável pelo filme “Dark Horse”, documentário inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, negou qualquer utilização de recursos do Banco Master ou do empresário Daniel Vorcaro no financiamento da produção.
A manifestação ocorreu após a divulgação de áudios e mensagens envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, investigado em um escândalo financeiro bilionário no Brasil.
Empresa diz que produção foi privada
Em nota oficial, a produtora afirmou que o filme foi financiado exclusivamente por investidores privados e negou qualquer vínculo financeiro com recursos oriundos do Banco Master.
Segundo a empresa, todas as operações ligadas ao documentário seguiram critérios legais e contratuais do mercado audiovisual internacional.
A produtora também afirmou que não mantém relação comercial com o Banco Master e que o projeto não utilizou dinheiro público brasileiro.
Caso ganhou repercussão após vazamento de áudios
A polêmica começou após reportagens divulgarem conversas atribuídas a Flávio Bolsonaro relacionadas à busca de recursos para a produção do filme “Dark Horse”.
Nas gravações, o senador aparece discutindo pagamentos e negociações ligadas ao longa-metragem, o que levou adversários políticos a questionarem a origem dos recursos utilizados no projeto.
O caso ganhou ainda mais repercussão porque Daniel Vorcaro é investigado pela Polícia Federal em operações ligadas ao escândalo do Banco Master, que envolve suspeitas de fraudes financeiras bilionárias.
Flávio Bolsonaro também negou irregularidades
Após a divulgação dos áudios, Flávio Bolsonaro confirmou a autenticidade das conversas, mas negou qualquer ilegalidade.
O senador afirmou que apenas buscava investidores privados interessados em financiar um projeto cinematográfico sobre Jair Bolsonaro.
“Zero de dinheiro público”, declarou o parlamentar ao comentar o caso.
Filme retrata ascensão política de Bolsonaro
O longa “Dark Horse” é dirigido pelo cineasta Cyrus Nowrasteh e tem como protagonista o ator Jim Caviezel, conhecido mundialmente pelo filme “A Paixão de Cristo”.
A produção retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro, incluindo a campanha presidencial de 2018 e o atentado sofrido durante ato eleitoral em Juiz de Fora.
Caso amplia tensão política
Mesmo com a negativa da produtora, o episódio segue provocando forte repercussão política em Brasília.
Parlamentares da oposição defendem aprofundamento das investigações sobre possíveis relações financeiras envolvendo Daniel Vorcaro e integrantes do grupo bolsonarista.
Já aliados de Jair Bolsonaro afirmam que o caso está sendo utilizado politicamente para desgastar o ex-presidente e seus aliados em meio às articulações para as eleições de 2026.
Enquanto isso, a Polícia Federal continua avançando nas investigações sobre o escândalo do Banco Master, considerado um dos maiores casos financeiros recentes do país.











