Por: Redação MVE
A investigação da Polícia Federal sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) colocou novamente no centro das atenções Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo documento da PF, a lobista Roberta Luchsinger, amiga próxima de Lulinha, teria realizado movimentações significativas de dinheiro em espécie.
De acordo com a investigação, em 25 de junho de 2025, o motorista de Roberta, Ulisses Barbosa Viana Júnior, realizou duas coletas de dinheiro em espécie, de R$ 100 mil e R$ 200 mil, totalizando R$ 300 mil. A PF afirma que parte desses recursos teve relação com despesas envolvendo Lulinha e Roberta.
Ainda segundo o documento, R$ 50 mil foram repassados a uma agência de viagens que havia emitido passagens para os dois. Na mesma data, a agência teria sido utilizada para pagar passagens de Brasília para São Paulo, no valor de R$ 2 mil para ambos. A PF também relata que Roberta pediu ao motorista que depositasse outros R$ 50 mil na conta de sua própria consultoria.
Viagens internacionais entram na investigação
A investigação também reúne mensagens sobre viagens internacionais realizadas por Lulinha e familiares. Em uma delas, relacionada a uma viagem para a África, Roberta teria discutido com Lulinha custos, hotéis e roteiro. Segundo o Poder360, uma das estimativas mencionadas chegava a US$ 20 mil por pessoa, com despesas que seriam pagas em dinheiro.
Outra viagem, realizada em janeiro de 2025 pela Noruega e Finlândia, também aparece nas informações divulgadas. Segundo reportagem citada pelo Poder360, Roberta teria arcado com as despesas das duas famílias, em uma viagem cujo custo teria chegado a cerca de R$ 300 mil por família.
Defesa contesta interpretação da investigação
O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, afirmou à Folha que não estaria comprovado nos autos que o dinheiro mencionado pela PF foi utilizado para pagar as passagens. A defesa de Roberta, por sua vez, informou que não comentaria conversas que teriam sido retiradas de um relatório sob sigilo.
Roberta Luchsinger aparece na investigação relacionada às fraudes no INSS. Segundo informações divulgadas anteriormente, ela também teria apresentado Lulinha ao empresário conhecido como “Careca do INSS”, embora tenha negado que a aproximação tivesse objetivo comercial.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Federal, e as movimentações financeiras e as relações entre os envolvidos ainda dependem da apuração das autoridades para determinar eventual responsabilidade criminal ou administrativa.











