O iate Azimut Grande 27 Metri, um dos modelos mais caros e luxuosos exibidos em feiras náuticas e que já foi adquirido por celebridades como o jogador de futebol português Cristiano Ronaldo, já teve 12 unidades vendidas no Brasil. Segundo a Bloomberg Línea, nove delas já foram entregues aos donos. A informação é da filial nacional do estaleiro italiano Azimut. Quem deseja um modelo igual, que custa a partir de R$ 55 milhões, precisa aguardar de 12 a 14 meses após a assinatura do contrato para a entrega, de acordo com a companhia.
Em entrevista à Bloomberg Línea, o CEO da Azimut Yachts Brasil, Francesco Caputo, afirmou que o mercado náutico brasileiro superou as expectativas em vendas no primeiro semestre de 2023.
“Tivemos um semestre muito bom. A contração foi além do que se esperava”
afirmou o executivo, sem dar detalhes dos números.
Um dos termômetros usados pelo setor são feiras náuticas. Na última quinta-feira, dia 6, a cidade catarinense de Itajaí fez sua primeira edição do Marina Itajaí Boat Show. O evento teve três dias de duração e contou com a exposição de modelos luxuosos, como o iate igual ao de craque português.
“Não precisamos de contratos de marketing com celebridades. O Cristiano Ronaldo postou imagens de seu iate Azimut espontaneamente”
destacou Caputo,
Que também fez questão de esclarecer que não associa o aumento de vendas do modelo à exposição da embarcação em suas redes sociais.
No Marina Itajaí Boat, o grupo Azimut Benetti, que se define como o maior construtor mundial de embarcações de luxo, apresentou ainda o modelo esportivo Atlantis 51. Esta versão foi fabricado exclusivamente na unidade brasileira para atender o mercado internacional, isto é, para exportação.
“O produto brasileiro tem tudo para ser competitivo no exterior, mas nosso mercado ainda não tem maturidade. Há, por exemplo, uma escassez de transporte. O custo é inacreditável, é muito caro e isso queima nossa vantagem competitiva”
disse ele.
Segundo o CEO, operadores de navios contêineres adotam tarifas de transporte extraordinário para embarcações e isso ocupa espaços maiores.
O transporte é hoje o maior gargalo para a indústria náutica brasileira ter mais acesso fácil ao mercado externo e ser mais competitiva.