A Polícia Federal (PF) e o Ministério da Previdência Social deflagraram, nesta terça-feira, 6, a Operação Egrégora, que desmontou um esquema de fraudes contra o sistema previdenciário. A investigação revelou a existência de uma organização criminosa especializada em criar identidades falsas de idosos para desviar recursos públicos.

A ofensiva resultou no cumprimento de três mandados de prisão preventiva e oito ordens de busca e apreensão nas cidades mineiras de Belo Horizonte, Contagem e Betim.

Segundo a Polícia Federal, os criminosos fabricavam identidades fictícias a partir da falsificação de certidões de nascimento, documentos de identidade e comprovantes de residência. A estratégia era direcionada principalmente à obtenção de benefícios assistenciais voltados a idosos em situação de vulnerabilidade social.

As investigações mostraram que dez pessoas usaram 40 identidades forjadas e permitiram que o grupo recebesse ilegalmente valores por quase duas décadas. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 11,5 milhões — e, segundo a PF, a ação de hoje evitou um rombo adicional de R$ 5,2 milhões nos cofres públicos.

Os suspeitos poderão ser responsabilizados por estelionato qualificado e associação criminosa.

A fraude no INSS

A Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, resultou em inquéritos contra 11 das 13 entidades investigadas. Entre 2019 e 2024, os descontos ultrapassaram R$ 6 bilhões, mas ainda não está claro quanto desse valor é ilegal.

As associações afirmam estar dispostas a colaborar com as investigações, embora algumas aleguem não ter acesso aos relatórios da auditoria.

A lista de entidades investigadas inclui:

Operação Sem Desconto
Operação Sem Desconto, deflagrada em abril | Foto: Divulgação/PF

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