Por: Redação MVE
O governo federal articula nos bastidores uma votação praticamente unânime na Câmara dos Deputados para avançar com a proposta do fim da escala 6×1, nos mesmos moldes da aprovação da isenção do Imposto de Renda para determinadas faixas salariais. A estratégia busca transformar a pauta em uma medida de forte apelo popular em ano eleitoral.
A proposta em discussão prevê a substituição gradual da escala de seis dias de trabalho para um de descanso por um modelo com dois dias de folga semanais, além da redução da jornada de 44 para 40 horas semanais sem corte salarial.
Nos bastidores, o presidente da Câmara, Hugo Motta, tem atuado junto ao Palácio do Planalto para construir um consenso semelhante ao obtido em pautas econômicas recentes. A ideia é evitar desgaste político e dificultar que parlamentares votem contra uma proposta considerada popular entre trabalhadores.
O novo desenho da tramitação divide o tema entre uma PEC e futuras regulamentações por projeto de lei. A proposta constitucional deve estabelecer princípios gerais, enquanto detalhes específicos para setores econômicos seriam discutidos posteriormente. O modelo segue lógica parecida com a usada na reforma tributária.
A PEC já avançou na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e agora segue para comissão especial antes de eventual votação em plenário. Lideranças governistas acreditam que a pressão popular pode acelerar o andamento da matéria ainda neste semestre.
Nas redes sociais, o tema divide opiniões. Enquanto trabalhadores defendem o fim da escala 6×1 como uma medida de qualidade de vida e valorização profissional, setores empresariais demonstram preocupação com possíveis impactos econômicos e aumento de custos trabalhistas.











