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Adeus mito do bafômetro: a recusa também pesa no bolso e pode tirar sua CNH

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Motoristas que se negam a realizar o teste continuam sujeitos às mesmas penalidades previstas na Lei Seca

Por: Redação MVE

Muitos motoristas ainda acreditam que recusar o teste do bafômetro é uma forma de escapar das punições da Lei Seca. No entanto, a legislação brasileira prevê penalidades severas também para quem se nega a realizar o exame durante uma abordagem de trânsito.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a simples recusa ao teste já é considerada infração gravíssima. O motorista pode receber multa elevada, ter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa e ainda responder a processos administrativos. A medida foi reforçada nos últimos anos justamente para combater a tentativa de evitar flagrantes de embriaguez ao volante.

Atualmente, a penalidade para quem recusa o bafômetro inclui:

  • multa de R$ 2.934,70;
  • suspensão da CNH por 12 meses;
  • retenção do veículo até apresentação de condutor habilitado.

Em caso de reincidência dentro de 12 meses, o valor da multa dobra e ultrapassa R$ 5 mil.

A legislação também permite que agentes de trânsito utilizem outros elementos para comprovar sinais de embriaguez, mesmo sem o teste. Entre eles estão:

  • fala desconexa;
  • dificuldade de equilíbrio;
  • odor de álcool;
  • comportamento alterado;
  • vídeos e testemunhos da abordagem.

Especialistas em trânsito alertam que a falsa ideia de que “recusar resolve” acabou se tornando um mito disseminado ao longo dos anos. Na prática, além das consequências financeiras, a recusa pode gerar complicações administrativas e judiciais para o condutor.

As operações da Lei Seca têm sido intensificadas em diversos estados brasileiros, principalmente em períodos de festas, feriados prolongados e grandes eventos. Autoridades reforçam que a combinação entre álcool e direção continua sendo uma das principais causas de acidentes graves e mortes nas rodovias do país.

A recomendação dos órgãos de trânsito permanece a mesma: se beber, não dirija. O uso de aplicativos, transporte por familiares ou motoristas por aplicativo continua sendo a alternativa mais segura para evitar tragédias e punições previstas em lei.